Paulo, O Apóstolo dos Gentios


O apóstolo Paulo de Tarso, cujo nome original Saulo é considerado por muitos cristãos como o mais importante discípulo de Jesus e, depois de Jesus, a figura mais importante no desenvolvimento do Cristianismo nascente.
Paulo de Tarso foi um apóstolo diferente dos demais, por ter dado maior ênfase aos irmãos gentios (não-israelitas, povos pagãos, não-judeus), pois seu chamado era destinado a eles que estavam espalhados pelo mundo (Atos 13:47). Paulo, assim como os outros Verdadeiros Apóstolos, também teria visto Jesus Cristo (Atos 9:17, I Coríntios 15:8, dentre outros textos). Paulo era um homem culto, tinha feito uma carreira no Templo, onde foi sacerdote. Destaca-se dos outros apóstolos pela sua cultura, considerando-se que em sua maioria era de pescadores.
Educado em duas culturas (grega e judaica), Paulo fez muito pela difusão do Cristianismo entre os gentios e é considerado uma das principais fontes da doutrina da Igreja. As suas Epístolas formam uma secção fundamental do Novo Testamento.
  • Conversão de Saulo
Saulo, fervoroso defensor da tradição judaica, foi enviado a Damasco (Síria) para fazer face à agitação dos seguidores do "Caminho" (Os Cristãos).
Foi durante esta missão a Damasco que Saulo tomou o partido dos cristãos que perseguia anteriormente. Foi aqui que Saulo, indo no caminho de Damasco, já perto da cidade, viu um resplendor de luz no céu que o cercou, e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: "Saulo, Saulo, porque me persegues?". (Atos 9.1-22) Saulo muda de lado. Saulo na condição de perseguidor de Cristo torna-se o servo e prisioneiro deste Amor. No momento em que Jesus o ‘atropelou’, Saulo caído, naquela condição de pecado em que vivia, ele reconhece Jesus como Senhor. E a partir deste encontro não pôde mais viver sem pregar aquilo que ele sentiu: o Amor.
A esta mudança de partido ele fez corresponder uma mudança de nome. Abandonou o nome Saulo e, deste momento em diante, fez-se conhecer como Paulo.
  • Aspectos Físicos e Provações na Missão
Não temos qualquer relato confiável do aspecto físico de Paulo. Os únicos relatos que possuímos são dos finais do século II e não são mais do que a projecção dos ideais estéticos a uma figura lendária. Dizia-se que Paulo era manco de uma perna, tinha problemas de vista e era calvo, tinha aproximadamente 1,50 metros de altura.
Há indícios de que Paulo tinha problemas de saúde, padecendo de uma doença crónica e dolorosa, da qual ignoramos a natureza, mas que lhe terá sido um obstáculo à sua atividade normal. E mesmo com esses problemas físicos que o dificultava a evangelizar ainda se achava obrigado a anunciar o Reino.
E para agravar ainda mais os problemas físicos, ele ainda teve que suportar várias perseguições, sofreu muito na carne o que era viver para Cristo. Na 2ª carta aos Coríntios 11,23-28, Paulo relata algumas das provações que passou para que fosse anunciada a Boa-Nova. Vale a pena ler. Ficarão admirados com tudo o que está escrito.
É mais um exemplo a ser seguido. Um homem que conheceu o Amor de Deus e que se encontrou como servo de Cristo. Devemos ter São Paulo como uma referência na pregação do Evangelho, uma pessoa que mesmo com dificuldades físicas, perseguições, prisões, flagelos, naufrágios... Não desanimou, pelo contrário usou dessas dificuldades meio de santificação.

(Adaptado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Tarso)


Matheus Barbosa
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A Projeção

Hoje refletiremos sobre um mecanismo de defesa que todos nós temos: a projeção. Mas o que seria isso? A projeção é quando uma pessoa transfere para o mundo exterior sentimentos e sensações que, na verdade, estão reprimidos dentro dela. Um exemplo: imagine uma pessoa que sofreu a rejeição mas não admite tal dor. Em algum ambiente (senão em todos) ela ficará pensando “acho que não gostaram de mim” ou “Fulano não gosta de mim”... Ela transferiu a rejeição já sofrida para uma realidade atual, colocando nas pessoas sentimentos que ela tem.
A projeção é muito perigosa e temos que tomar muito cuidado com ela. A projeção pode nos afastar de Deus. Como? Simples... Podemos projetar um deus mau, autoritário, castigador, fazendo de Deus um reflexo do que vivemos no passado. Muitas das nossas visões erradas de Deus provem da projeção. Transferimos pra Deus aquilo que vivemos com os nossos pais, irmãos, avós... Nos esquecemos que Deus é perfeito, não erra, não fere e não nos frustra!
Quantas visões erradas temos de Deus? Reflita, procure em você mesmo: você tem caminhado com o Deus Amor e perfeito ou com um deus que te castiga, pune, maltrata, rejeita? A que senhor você tem servido? Você tem caminhado com Deus para saber quem Ele é?
Uma vez, alguém muito amado me disse que todas as respostas sobre Deus estão na Bíblia e lá nós lemos: “Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor, e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas, e lhes dei mantimento.” (Os 11, 4). Esse é o nosso Deus. Esse é o Perfeito. Deus é amor, é misericórdia... Ele não nos rejeita, Ele nos envolve com “laços de amor”, Ele nos alivia e não nos condena por nossos erros! Deus nos alimenta, nos sacia, nos faz felizes!
Procuremos caminhar muito íntimos de Deus, buscando-o na Eucaristia, na oração pessoal. Procuremos nos relacionar com o Criador e não com aquele que nós criamos. Busquemos a verdade sobre Deus, busquemos ser semelhantes a Ele... Busquemos ser o reflexo de Deus na Terra! Busquemos servir a Deus com a nossa vida, e não procuremos a um deus ‘Baú da Felicidade’ que só faz atender nossos caprichos, afinal,sabemos que seguir o caminho de Deus não é algo fácil!
Vamos ter a coragem e a disponibilidade de combater nossos sentidos e conhecer a verdade!
Bem, mudamos um pouco nosso sistema do Blog, devido alguns probleminhas. Mas mesmo assim, amanhã teremos um Post atualizado também, isso não vai mudar.
Amanhã teremos a história de vida de um grande evangelizador. E também patrono do nosso Blog. Nos visite amanhã e saberás de quem estamos falando.
Não percam.
Abraços.
Fiquem Com Deus.
Yasmim Piovezan
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A Graça de Perseverar


Quando fazemos um encontro de oração, que é o momento que nos sentimos muito amados, que muitas vezes consideramos que são os melhores dias da nossa vida, realmente é muito bom. Saímos do encontro, na primeira semana, nossa vontade é de mudar as coisas, de sermos verdadeiros instrumentos de Deus na vida do próximo, mas aos poucos a graça vai se acabando, porque saciamos nossa alma só no encontro, e não saciamos a cada dia na oração, e logo vai acabando a vontade de servir. Mas Deus quer de nós verdadeiros perseverantes,quando começa a fazer a perseverança no grupo (que geralmente são reuniões de estudo aprofundado), tudo é muito lindo, é muito bom estar com o pessoal, é muito bom estudar as coisas de Deus, mais isso nao dura até o final do ‘curso’, e de acordo com que o tempo passa, vamos desanimando, vamos achando que esta tudo sem graça, não conseguimos sentir Deus como sentia no encontro que fizemos e vamos caindo, vamos desistindo da caminhada com Cristo. Muitas pessoas pensam que perseverança (o curso) é só um estudo pra começar a servir no grupo de oração, mas não é. Nós seremos perseverantes na caminhada até o dia de nossa morte, sempre teremos coisas de Deus pra conhecer, maravilhas que Ele faz que nunca sentimos.
Em Eclesiástico 2 Deus nos fala que “Se entrarmos para o serviço de Deus, devemos permanecer firme na justiça e no temor, e prepararmos nossa alma para a provação. Humilha teu coração espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus, dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça”.
Muito lindo o que Deus nos fala, não é? Mas podemos ver que não é fácil perseverar, temos que ser firmes e prepararmos nossa alma para a provação. Pois Deus está com sede de perseverantes firmes, de perseverantes fiéis, pois nós estamos muitos fracos, não estamos depositando inteiramente nos braços de Deus, estamos com medo de dar nosso tudo para Ele, temos medo de Ele fazer alguma que não queremos que Ele faça.
Temos que, a partir de hoje, entregar nosso tudo para Ele, não termos medo dEle, porque Deus sabe o que faz de nossas vidas, Ele quer é o nosso bem, Ele quer que sigamos Ele ate o fim, até o fim de nossa caminhada, até no fim de nossa perseverança, porque só no final de nossa caminhada veremos o tanto que foi bom servir a Deus, que foi bom sofrer as demoras de Deus, que foi bom esperar nEle, que foi bom dar nosso suor, que foi bom deixar todas as nossas coisas por Ele. Veremos que valeu a pena entrar nesse caminho, esse caminho que é o da porta estreita.
Jesus quer a nossa resposta, Ele quer saber se estamos prontos para perseverar nEle, se estamos prontos pra sofrer por Ele. Pediria que você possa refletir e dar a sua resposta para Deus se quer perseverar nEle, deve todo dia dar essa resposta para Deus.
Será que estamos prontos? Pede a Deus a graça de você ser fiel ao chamado dEle, a graça de ser firme na caminhada, a graça de agüentar qualquer situação,a graça de ser verdadeiro instrumento de Jesus. Pois tenho certeza que Jesus estará do seu lado até o fim de sua caminhada, que Jesus estará junto contigo para ajudar a viver uma verdadeira busca de Santidade. Ele estará do seu lado para estender a mão pra te levantar do chão, te resgatar do mal. Por isso irmãos sejamos fiéis neste chamado, vamos ser Sentinelas do Amanhã, verdadeiros instrumentos de Deus. E verás o quanto que é bom Servir a Deus!

Filipe Reis.
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Questão de confiança

A liturgia de hoje nos oferece diversos ensinamentos. Vamos saboreá-los detalhadamente.
Me fascina a disposição de Jesus para nos fazer felizes! No Evangelho (Mc 1, 29-39), a sogra de Simão estava com febre e Simão confia essa situação a Jesus, porque ele sabia que Jesus poderia curá-la. Quanta confiança ele teve! Quanto Simão confiou em Jesus... As vezes eu penso que nós (seres humanos) somos muito bobos! Imagine se você pudesse escolher entre colocar a sua vida em um lugar perfeito ou em um lugar miserável. O que você escolheria? Certamente que escolheríamos o lugar perfeito, não é mesmo?! Mas então, porque temos tanta dificuldade de entregar a nossa vida a Deus (que é Perfeito) e a entregamos tão facilmente nas mãos de um ser humano (que é cheio de falhas, misérias)?
Por isso digo que somos bobos. Temos dificuldade de nos confiar a Deus porque Deus não é palpável, ou seja: somos escravos dos nossos sentidos. Deus vai além dos nossos sentidos.
Mas os ensinamentos não param por aí. Jesus não frustra as expectativas de Simão porque ele teve fé, ele teve plena confiança (não que Jesus fosse um chantagista, mas a fé e a confiança nos aproximam de Jesus, e é isso o que Ele quer). Logo após que a cura é realizada, a sogra de Simão começa a servir os que estavam na casa. Qual o sentido disso? Ela não se esqueceu de Jesus após a cura. Quantas vezes acontecem coisas lindas no nosso dia, percebemos que aquilo foi um sinal de Deus e sentimo-nos realmente tocados mas, no dia seguinte, nem nos lembramos? Quantas vezes saímos da missa sem nem lembrar qual foi a leitura ou do que se tratava o Evangelho? Quantas vezes participamos de encontros, vivemos e experimentamos o amor de Deus e, alguns dias depois, já esquecemos a grandeza do que vivemos? A sogra de Simão não se esqueceu de Jesus após a cura. Ela pôs-se a servi-lo. Deus quer nos curar a todo momento mas, se nos afastamos d’Ele, não há cura.
Em seguida aparecem muitas pessoas em busca da cura que Jesus oferece. As pessoas buscaram Jesus no momento de suas fraquezas. Nós, hoje em dia, temos nossos problemas, nossas dificuldades. Onde temos buscado solução? Aí voltamos a palavra chave do início: confiança. Onde temos colocado nossa confiança? Deus não invade a nossa vida com todas as soluções nas mãos. Ele nos diz o que pode nos dar e, se quisermos buscar, Ele nos dá. Foi o que aconteceu no evangelho. Jesus curou as pessoas que foram buscá-lo.
Jesus também expulsou demônios com autoridade. A passagem nos diz que “Não lhes permitia falar, porque o conheciam” (v. 34). Até mesmo os demônios conheciam o poder de Jesus. Sabiam que uma palavra bastaria para expulsá-los. Jesus encarava os demônios e os expulsava. Deus nos dá a capacidade de enfrentarmos os nossos demônios, porque somos filhos (as) muito amados d’Ele. Somos imagem e semelhança de Deus. Por isso temos autoridade de enfrentar nossos demônios e expulsá-los. Basta querermos. E, no final da passagem, Jesus mostra a sua misericórdia. Vai pregar em outros lugares para dar a conhecer o Deus Amor. Esta misericórdia se estende a nós hoje. Jesus quer nos dar a conhecer, novamente, o Deus Amor. Jesus quer despertar em nós a nossa inclinação ao Deus Amor.

Yasmim Piovezan
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