Em Espírito e Em Verdade

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (Jo 4,23)
Jesus nos fala no evangelho de João dos adoradores em espírito e em verdade. A contemplação brota de um sentimento de humildade, de submissão ao Ser amado. A adoração vem da fé. A fé que nos faz prostrar diante do Supremo, diante dAquele que nos criou e somente no íntimo do nosso coração, silenciosamente, nos faz sentir o poder de Deus.
A adoração é uma forma de colocar Deus no seu devido lugar. No primeiro. No mais alto lugar.
Jesus na sua infinita bondade, na ultima ceia, instituiu a Eucaristia. Que é o próprio corpo e Sangue do Senhor na natureza do Pão e do Vinho. Adore!
Nas nossas Igrejas, Jesus está sempre lá no sacrário. E não é “símbolo” é verdadeiramente o corpo e sangue dEle. Adorar a Jesus na Eucaristia é um ato de fé e piedade cristã.
A adoração nos faz servos onde Jesus é o Senhor. Nos faz criaturas onde Deus é o criador. Nos faz enfermos onde ele é o Bálsamo Santo.
Sobretudo nos momentos de tribulações, a adoração é essencial, pois Ele mesmo nos disse:


“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei.Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.” (Mt 11, 28-30)


Adorar é algo difícil pois exige renúncia à nossa auto-suficiência, orgulho e prepotência. Queira renunciá-los por Cristo. Pois são os adoradores em espírito e em verdade que o Pai procura.

Matheus Barbosa
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“Escancarai o vosso coração a Cristo”

Foi isto que nosso amado papa João Paulo II insistia aos jovens no Jubileu dos Jovens em 15 de agosto de 2000. Reafirmando o que tinha dito no início de seu pontificado em outubro de 1978. Tais palavras me incomodam. Isto mesmo, me incomoda. Faz-me sair do meu comodismo, sair da minha ‘vidinha’ e deixar Cristo entrar no meu coração. Papa João Paulo II foi um homem sábio a dizer isto. Pois vejo que nesta frase há algo muito além do que as palavras nos sugerem.
Podemos pensar que abrir o coração é algo simples. Passivo e até mesmo ‘normal’. Mas, na prática não é. Vemos que a palavra abrir já nos menciona uma ação da qual temos que tomar uma atitude. Assim como quando estamos na nossa casa, deitadinhos no sofá, toca a campainha temos que nos levantar e atender. Assim também é Jesus. Ele bate à porta e agora temos que sair do nosso sossego e abrir a porta. Aliás ! ESCANCARAR a porta. Vejo muito a diferença entre abrir e escancarar.
Essa palavra “escancarar” traz-me a lembrança de quando era criança e ganhei minha mesa de pebolim (totó, ou como preferir), e meu pai tinha dito que chegaria numa segunda a tarde. A ansiosidade tomou conta de mim, às 8 da noite do domingo eu já estava tentando dormi pra chegar logo o dia. Acordei, fui à escola, almocei e fiquei em casa. Nem saí pra brincar com os amigos. Estava esperando ela – a mesa. Deu 1, 2,3 da tarde e até que...Ding-dong. A campainha toca. É ela! A mesa tão esperada, já amada por mim antes de vê-la. Motivo da minha ansiedade! E quando abro a porta, um caminhão em frente minha casa. O rapaz da loja já ia me perguntar se era aqui o lugar para entregar eu já adiantei: “É sim moço, Entra!”
E quando olho atrás do jovem, estava outro, segurando caixas. Podia já ouvir o barulho dos plásticos da pequena mesa se atritando dentro da caixa. E quando ele se aproxima, nem deu tempo de ele mencionar uma palavra eu, sem medo, saí da frente e em um simples puxão, abri a porta ao máximo, escancarei a porta para deixar os rapazes entrar.
Que alegria senti. Aquela simples mesinha, sonhada, ansiada por mim, estava agora dentro da minha casa, prontinha para brincar com ela. Ah! que bom.
Bom ainda seria se todos fizessem o mesmo com Jesus. Bom seria se fôssemos como criança, assim como Jesus nos disse, para que quando Ele, o nosso amado, batesse à porta, abríssemos, ou melhor, escancarássemos para deixá-lo entrar.
Ele sim é nossa alegria, força e fé.
Hoje, seja diferente, deixe Jesus entrar na sua vida. Ele que bate, que espera e que não desiste de ficar à porta para um dia você o acolher.

Matheus Barbosa
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"Não sou feliz, não vivo rindo..."

Nem Eu! Nem eu vivo rindo.
Afinal, quem vive?
Felicidade não é sair rindo de tudo e todos. Não sei se vocês já repararam, mas a vida não é fácil. E nem sempre ela nos oferece o humor necessário para que possamos gargalhar das situações.
Portanto, se fôssemos julgar felicidade pela quantidade de risadas que damos em algum dia, estaríamos arriscando dizer que não poderemos ser feliz nunca! E isto não é verdade.
Creiam: Felicidade não é gargalhar de tudo da vida. Pois gargalhar de tudo é no mínimo um desarranjo mental (pra não dizer demência).
O que é então ser feliz?

Primeiro temos que ter a certeza de que não teremos a felicidade eterna na terra. Não somos daqui. Somos cidadãos do céu. Fomos feito para Deus. Portanto, não está a felicidade completa nas coisas terrenas. Concluímos então, que somente a Força que vem do Alto, pode nos ajudar a sermos felizes enquanto vivermos aqui. Ou seja, sem Deus não há felicidade, nem na Terra nem em lugar algum.

Pude compreender a felicidade quando estava em um momento de dor profunda. Foi bem no meu sofrimento que compreendi que poderia ser feliz na dor. Poderia ser feliz na lágrima. Há alguns meses me encontrei com um sofrimento do qual agente pensa que nunca vai passar. Meu avô faleceu. Homem do qual amei profundamente enquanto ele viveu. Fui muito amado por ele também, sei disto. Para mim durante estes meus 17 anos que convivi com ele, pude aprender muito com seu exemplo de vida. Amava demais aquele que, mesmo com meus 17 anos, continuava sendo “o Vovô”. Mas, no dia 14 de maio de 2009, compreendi o quanto somos de carne. O quanto somos frágeis. A morte do meu avô repercutiu de tal modo em mim, que parecia que uma parte minha também morria. Algo meu estava sendo enterrado também. Meu vovô se foi, mas com ele foi algo meu. E quando me dei conta disto, chorei. E chorei muito. Lembrando de tudo que passamos, vivemos, sentimos juntos.
Senti a pobreza da nossa humanidade de perto.

O sofrimento que recaiu sobre mim e sobre minha família pareceu não dar visão para outros horizontes, tudo estava tão distante! Tão triste. E foi no meio disto tudo, em lágrimas, choros e soluços que vi que tiraram meu avô de mim, tiraram meu mestre, meu amigo, mas não tiraram aquilo que dele continuava em mim. Assim comecei a não reclamar ou perguntar o motivo dele ter ido, mas a somente agradecer por ele ter vivido todo este tempo comigo. Nisto compreendi que a felicidade não está em ficarmos parados nas lágrimas da vida, mas está em olharmos à nossa volta e percebermos todas as maravilhas que tivemos oportunidade de experimentar enquanto ainda sorríamos. Em outras palavras, a felicidade consiste em olharmos além daquilo que estamos vendo no presente.
Se hoje você chora, olhe o quanto ainda tem pra viver. Olhe e veja que tem um mundo a ser descoberto, experiências novas, sonhos, planos a serem concretizados. Existe uma montanha de coisas para gastarmos a nossa vida.

Chorar faz parte, e as vezes faz uma grande parte da vida, mas que mal tem chorar e viver? Tem gente que para na vida pra chorar, para sofrer. Ao invés de prostrar-se na vida, se prostre diante de Deus, diante do Santíssimo aí sim é o melhor lugar para chorar suas dores, mas parar na vida é o mesmo que dormir numa linha de trem: uma hora a coisa fica pior.
A vida é curta, sabemos disso, por isso chore, ame, sorria, cante, seja feliz! Deus te deu o dom da felicidade, descubra-o dentro de ti. Olhe os dons que têm, pare de reclamar das coisas que não tem e passe a ser feliz com aquele pouco que tem. Afinal, o pouco com Deus é tudo. Só Deus basta.

Matheus Barbosa
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Aborto! [Nunca é demais comentar]

Creio que hoje este tema é um dos mais polêmicos da atualidade. Principalmente por envolver, em um único assunto, questões na área política, ética, moral, religiosa, social, etc.
O assunto é discutido desde sessões parlamentares até roda de amigos em um bar. Não há limite, lugar ou horário para discutir. Todo lugar, a qualquer hora tem sempre um para levantar algum argumento contra ou a favor do aborto.
Na igreja não é diferente. Hoje nossos grupos, principalmente de jovens, estão cada vez mais discutindo a questão que tanto repercute na mídia. Vejo nisto um ponto muito positivo, mas que me preocupa muito. Hoje nas nossas catequeses tem imperado o “eu acho”, algo que me dá arrepios de pensar que existe o “EU” do catequista ou formador acima da doutrina da Igreja.
Daí vejo a importância de uma experiência profunda e formação constante dos cristãos, temos que sair da superficialidade de conhecimento e da comodidade que têm se instalado nos grupos de jovens.
O tema do aborto não pode ser encarado com a visão da mídia, ou seja, com a visão do mundo. Jesus disse diante de Pilatos: “Meu reino não é deste mundo”. Portanto, não podemos julgar questões que diz respeito à fé, com a visão do mundo, temos que olha-las com a visão do reino dos céus. E sabemos, que olhar as coisas de um patamar mais alto, nos permite uma visão mais ampla de tudo que está a volta.
O aborto é antes de tudo um assassinato. Creio que já ouviram falar disto, mas muitos não compreendem, pois têm uma visão de que “só se mata aquilo que se vê”. Há uma gravidade nisto, pois muitas “mães” hoje matam seus filhos por não vê-los.
Conto-lhes esta história:

Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:
-- Doutor, o senhor terá que me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e já estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro... O médico então perguntou: -- Muito bem. O que a senhora quer que eu faça?A mulher respondeu: -- Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda. O médico então pensou um pouco e depois de algum tempo em silêncio disse para a mulher: -- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora. A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido. Ele então completou:
-- Veja bem minha senhora, para não ter que ficar com dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco... A mulher apavorou-se e disse: -- Não doutor! Que horror! Matar um criança é um crime. --Também acho minha senhora, mas me pareceu tão convencida disso, que por um momento pensei em ajudá-la.
O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno.


Isto acontece muito. Somente por que não vemos o indivíduo no convívio social, o descartamos como se ele não existisse!

O aborto é isto: Um assassinato comum.

Hoje o movimento feminista (que não tem nada de feminino e menos ainda de humano) está tentando manipular a mente das mulheres para que elas se sintam no direito de abortar. Mas, como pode isto? Há também no canal RECORD, canal da igreja universal, do pseudo-bispo Edir Macedo que propaga a idéia de que a mulher durante as décadas conseguiu seus direitos e por isto ela agora tem o direito sobre o corpo, tem o direito de abortar. Mas, eu pergunto mais uma vez: Como pode isto?

Claro, a mulher tem direito sobre seu corpo. Isto aceito. É fato. Deus deu a cada um o direito de decidir sobre a própria vida, sobre o corpo, sobre a mente, sobre tudo o que se diz respeito ao “Eu”. Mas, e agora te pergunto, o feto é parte do corpo da mãe?
Se é, por que as correntes sanguíneas são diferentes? O sangue do feto não se mistura com o da mãe. Se fosse partes do mesmo corpo haveria isto? E quando há problemas entre o fator Rh no sangue da mãe e o Rh do feto, por que o próprio organismo da mãe tenta expelir o “corpo estranho”? Se fosse tudo parte do mesmo corpo, não haveria problemas com o sangue de ambos. Logo, o corpo do feto não é parte do corpo da mãe! Portanto não têm ela o direito de matar a criança. E se "tiver direito" pela lei dos homens, tome cuidado...Começarão matar aquilo que não se vê, e quando todos acharem normal começarão matar aquilo que estão vendo.

Estão te vendo? Tome cuidado!

Em muitos casos o aborto PARECE ser a solução. Mas, não é. Pois um erro não justifica o outro. Podemos ver na história homens que mataram outros em nome de uma causa e por isso hoje são considerados verdadeiros monstros.

Seja qual for o problema e a situação o homem vale mais. Precisamos assim, redescobrir o valor da vida para que o aborto não se torne a [falsa] solução" para os problemas sociais
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Matheus Barbosa
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