Valores que o Dinheiro não Compra
Para os que assistem os telejornais não vai ser novo o que vou relatar. Mas, por que não repetir boas histórias, se hoje em dia temos uma facilidade em debater durante meses a mesma tragédia?
Queria partilhar com vocês este testemunho que me emocionou bastante. Vejamos.
Queria partilhar com vocês este testemunho que me emocionou bastante. Vejamos.
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A última quinta-feira (10) não foi um dia normal para a passadeira Creuza Clara da Silva. Quando saía de casa, pela manhã, ela encontrou um envelope com R$ 4,5 mil no portão da residência, em Vicente Pires, cidade próxima a Brasília.
“Eu fiquei assustada e comentei com o meu irmão: ‘Será que é uma bomba? Não vou abrir, não’. Quando nós abrimos, era dinheiro”, conta Creuza. Ela afirma que nem pensou em ficar com a quantia. “O meu é aquele que vem com o suor do meu rosto. Não quero o que não é meu”, afirma.A passadeira conta que não foi a primeira vez que encontrou dinheiro, mas nunca nessa quantia. No próprio trabalho isso acontece eventualmente. “São 24 anos passando roupa. Já aconteceu muitas vezes de achar dinheiro. Já encontrei R$ 200. E sempre procurei devolver para o dono da roupa”, diz Creuza.
Creuza tem dois filhos. O mais velho já aprendeu a lição. “Se você encontra alguma coisa que não é sua, a primeira instância é procurar o dono. Foi isso que ela me ensinou”, diz o estudante Emerson Vinícius, 16 anos.
“Que isso sirva de exemplo. Espero que no futuro tenhamos a mesma atitude de todos os brasileiros”, destaca o delegado-adjunto Thamys de Oliveira Queiroz. “Uma honestidade dessas numa comunidade carente, a gente fica surpreso e ao mesmo tempo feliz”, acrescenta o soldado da PM André Luís Cardoso.
O dinheiro foi depositado numa conta da Controladoria-Geral do DF e está à disposição da Justiça. Enquanto isso, a Polícia Civil vai procurar pelo dono dos R$ 4,5 mil.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1411633-5598,00-PASSADEIRA+ENCONTRA+ENVELOPE+COM+R+MIL+E+ENTREGA+TUDO+A+POLICIA.html _________________
Ouvi algumas pessoas dizerem: “Ah, o que adianta? Ela entregou mas agora os outros roubam.”
Acho que estas pessoas ainda não compreenderam que o gesto da honestidade, não consiste em saber para onde vai o dinheiro e sim saber que aquilo não é seu. Mesmo que esse dinheiro agora seja usado para corrupção, compra de drogas, armas...Não tira a beleza da atitude desta mulher.
Como é lindo ver isto. Pessoas pobres, que sabem que existe um abismo entre ter dinheiro e ter valor. Pois os valores dignificam o homem, já o dinheiro não é fundamental para isto.
Que Deus abençoe esta família.
Matheus Barbosa
Creuza tem dois filhos. O mais velho já aprendeu a lição. “Se você encontra alguma coisa que não é sua, a primeira instância é procurar o dono. Foi isso que ela me ensinou”, diz o estudante Emerson Vinícius, 16 anos.
“Que isso sirva de exemplo. Espero que no futuro tenhamos a mesma atitude de todos os brasileiros”, destaca o delegado-adjunto Thamys de Oliveira Queiroz. “Uma honestidade dessas numa comunidade carente, a gente fica surpreso e ao mesmo tempo feliz”, acrescenta o soldado da PM André Luís Cardoso.
O dinheiro foi depositado numa conta da Controladoria-Geral do DF e está à disposição da Justiça. Enquanto isso, a Polícia Civil vai procurar pelo dono dos R$ 4,5 mil.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1411633-5598,00-PASSADEIRA+ENCONTRA+ENVELOPE+COM+R+MIL+E+ENTREGA+TUDO+A+POLICIA.html _________________
Ouvi algumas pessoas dizerem: “Ah, o que adianta? Ela entregou mas agora os outros roubam.”
Acho que estas pessoas ainda não compreenderam que o gesto da honestidade, não consiste em saber para onde vai o dinheiro e sim saber que aquilo não é seu. Mesmo que esse dinheiro agora seja usado para corrupção, compra de drogas, armas...Não tira a beleza da atitude desta mulher.
Como é lindo ver isto. Pessoas pobres, que sabem que existe um abismo entre ter dinheiro e ter valor. Pois os valores dignificam o homem, já o dinheiro não é fundamental para isto.
Que Deus abençoe esta família.
Matheus Barbosa
As "vírgulas" de Deus
Deus tem renovado meus passos. A cada dia posso ver que o meu chamado a ser cristão se renova a cada momento de minha caminhada. Percebo o quanto eu tenho recomeçado muitas coisas por Deus. Hoje ainda falava a alguns amigos meus, sobre este recomeço na nossa caminhada. Pois nestes dias venho deixando muita coisa para trás, tudo aquilo que então fazia parte da minha vida e que amava (e ainda amo muito). Compreendi que não colocava um ponto fina em nada. Deus apenas colocou em minhas mãos “vírgulas”. Vi que não tinha o poder de terminar nada que Deus começou, pois tudo aquilo que Ele quis, foi por Sua Vontade. E quem sou eu para mudar a vontade de Deus? Ninguém. A única coisa que me cabe fazer é conformar minha vontade a vontade de Deus.Não é fácil isto. Mas, é fundamental para a busca da santidade. Pois a santidade é justamente fazer a vontade de Deus. Todos os santos que hoje conhecemos, não tiveram outro objetivo na vida a não ser fazer com que suas vontades se aproximassem ao máximo dos planos de Deus. E tão grandes foram seus esforços, que hoje estão no Céu, contemplando a face do Senhor.
Por mais que doa nossas escolhas na busca pela santidade, o fim sempre é bom, pois o fim está em Deus.
Matheus Barbosa
Coitadinho ?
Estes dias, estava eu no banco, na fila pra variar, quando chega um deficiente físico, e vai para a fila de atendimento preferencial. Até aí tudo bem, tranqüilo. Vejo que é um grande passo da sociedade em se preocupar com o conforto de certas pessoas que têm necessidades especiais. Por outro lado vejo que alguns tiram desta bela atitude uma conclusão errônea do que realmente se deve tirar. Muitas pessoas, por verem os deficientes indo por filas preferenciais, acabam, as vezes até por ignorância, denominando-os de “coitadinhos”. Isso para mim é algo horrível. Esse “coitadinho” dá uma impressão de que a pessoa está a beira da morte, parece que é uma pessoa menor, com direitos diferentes dos outros. Quantas vezes você já ouviu (ou falou): “Deixa ele passar, coitadinho ele é deficiente”. Calma, as coisas não são bem assim. Eu acho um gesto lindo ajudar os irmãos que tem necessidades especiais, mas tratá-los de forma diferente é lamentável. Eles são seres humanos, como os que andam normalmente, vêem normalmente, falam, etc.Até na minha sala tinha uma deficiente que eu a tratava como as outras pessoas. Conversava de modo normal, cumprimentava da maneira que cumprimentava os outros. Mas, havia aqueles que chegavam falando alto com a garota, como se ela fosse surda, sendo que na verdade ela tinha era problema em andar. Tinha outros que conversavam com ela como se fosse uma retardada mental. Outros forçava uma aproximação, talvez com medo de que fossem taxados de preconceituosos por não conversarem com ela. Eu já achava aquilo tudo uma coisa lamentável e sempre tentava “dar um toque” naqueles que faziam isto, mas chegou um dia que não precisei falar, e que da minha ultima carteira ri baixinho da cara de alguns, quando esta deficiente falou:
“Fulana, você pode falar comigo normalmente, assim como fala com os outros, por que apesar de eu não conseguir andar corretamente, graças a Deus isto não afetou nem minha inteligência nem minha dignidade.”
Eu ri de ficar vermelho...
Isto foi muito bom, porque muita gente mudou a forma de tratar esta menina. Passaram a respeitá-la como respeitavam os outros. Creio que muita gente não faz por mal, as vezes é até um excesso de “bondade ignorante” [se é que se pode chamar disto], mas é algo que precisa se combater, para que um dia possamos todos respeitar nossas diferenças com a certeza de que todos somos iguais na dignidade.
Matheus Barbosa
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