Além da Janela

Há de se achar muitas pessoas que já ouviram esta historinha. Mas, não faz mal. Só queria contá-la para iniciar a reflexão de hoje. Vejamos:
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Havia num certo vilarejo, na difícil e boa época em que se lavavam roupas à mão e as estendiam no varal do quintal de casa, duas senhoras, bem velhinhas que repartiam o mesmo pedaço de terra. A primeira era uma senhora toda boa, amável, tinha um coração bom, caridosa e sempre sustentava um sorriso no rosto apesar das labutas do dia a dia. A segunda, sua vizinha, já não era bem assim. Pela aparência podemos considerar o oposto da primeira. Vivia sempre com o rosto fechado. Uma aparência não muito boa. Não parecia uma mulher muito amável, nem de muita conversa. As duas não eram amigas, no máximo se cumprimentavam. Havia um relacionamento superficial. Uma não sabia das qualidades da outra. Mas, mesmo sem se conhecerem, quando era pra pensar em defeitos sempre achavam um ou outro. Principalmente a senhorinha boa. Que sempre espiava pela janela as roupas estendidas no varal de sua vizinha. Assim, como dizia ela: “I-MUN-DAS!”. Falava até pausadamente pra si mesmo, para denotar a imundice que se encontravam as roupas recém "lavadas". A senhorinha boa não conformava com aquilo. Principalmente por que ela, uma mulher boa de serviço e responsável com os afazeres de casa, sempre zelou pelo trabalho bem feito. Sempre se empenhou a fazer as coisas conforme sua finada mamãe ensinou a ela. Era uma mulher prendada e aquilo lhe dava nos nervos ver serviço mal feito pela senhora de testa franzida. Antes não lavar nem estender, dizia ela inconformada. Isso acontecia há anos, sempre que espiava, a inconformidade da amável senhora aumentava, pois a cada dia que passava aumentava a sujeira nas roupas e já começava a encontrar certas manchas na pintura da casa da vizinha. Ela começou a pensar que a outra velha já estava caduca e digna de dó, visto o estado que se encontrava a casa, suja, abandonada. A neta que vivia com a senhora boa apenas observava a vovó resmungando tudo isto. E nada comentava. Às vezes até pensava em falar algo, mas via que poderia piorar a situação. E sempre concordava com a vó quando ela dizia: “Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas! Afinal, as minhas estão sempre limpas e minha casa é muito bem cuidada.”.
Certo dia, como toda manhã, a boa senhora vai à janela conferir mais uma vez a sujeira da roupa alheia. E quando ela se aproxima, já com a boca aberta, preparada para criticar, toma um susto. Que a deixa por alguns momentos em silêncio. Voltando-se para a neta ela diz: “Netinha, as roupas, a casa! Tudo daquela velha incompetente está limpo. Está tão alvo que até brilha! Como isto? Assim da noite para o dia? Será que alguém a ensinou a lavar ou lavou por ela?”. E antes que a boa senhora tecesse outro comentário a netinha interrompe e diz: “Vovó, vovó, calma. O que aconteceu é que hoje acordei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela. Estavam sujos e deturpavam a visão de quem estava dentro”.
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Muitas vezes criticamos as roupas dos outros sem darmos conta de que a nossa visão está deturpada pois nosso vidro está sujo. Não queremos sair da nossa casa e olhar o outro de perto. Não queremos conhecer a verdade do outro e preferimos ficar à distancia olhando somente pelo vidro sujo e criticando aquilo que não conhecemos, caindo assim no erro de caluniar o outro, pois o nosso vidro impede de olharmos corretamente.

Matheus Barbosa
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Seja Luz!


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Valores que o Dinheiro não Compra

Para os que assistem os telejornais não vai ser novo o que vou relatar. Mas, por que não repetir boas histórias, se hoje em dia temos uma facilidade em debater durante meses a mesma tragédia?
Queria partilhar com vocês este testemunho que me emocionou bastante. Vejamos.
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A última quinta-feira (10) não foi um dia normal para a passadeira Creuza Clara da Silva. Quando saía de casa, pela manhã, ela encontrou um envelope com R$ 4,5 mil no portão da residência, em Vicente Pires, cidade próxima a Brasília.

“Eu fiquei assustada e comentei com o meu irmão: ‘Será que é uma bomba? Não vou abrir, não’. Quando nós abrimos, era dinheiro”, conta Creuza. Ela afirma que nem pensou em ficar com a quantia. “O meu é aquele que vem com o suor do meu rosto. Não quero o que não é meu”, afirma.

A passadeira conta que não foi a primeira vez que encontrou dinheiro, mas nunca nessa quantia. No próprio trabalho isso acontece eventualmente. “São 24 anos passando roupa. Já aconteceu muitas vezes de achar dinheiro. Já encontrei R$ 200. E sempre procurei devolver para o dono da roupa”, diz Creuza.
Creuza tem dois filhos. O mais velho já aprendeu a lição. “Se você encontra alguma coisa que não é sua, a primeira instância é procurar o dono. Foi isso que ela me ensinou”, diz o estudante Emerson Vinícius, 16 anos.

“Que isso sirva de exemplo. Espero que no futuro tenhamos a mesma atitude de todos os brasileiros”, destaca o delegado-adjunto Thamys de Oliveira Queiroz. “Uma honestidade dessas numa comunidade carente, a gente fica surpreso e ao mesmo tempo feliz”, acrescenta o soldado da PM André Luís Cardoso.

O dinheiro foi depositado numa conta da Controladoria-Geral do DF e está à disposição da Justiça. Enquanto isso, a Polícia Civil vai procurar pelo dono dos R$ 4,5 mil.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1411633-5598,00-PASSADEIRA+ENCONTRA+ENVELOPE+COM+R+MIL+E+ENTREGA+TUDO+A+POLICIA.html _________________

Ouvi algumas pessoas dizerem: “Ah, o que adianta? Ela entregou mas agora os outros roubam.”
Acho que estas pessoas ainda não compreenderam que o gesto da honestidade, não consiste em saber para onde vai o dinheiro e sim saber que aquilo não é seu. Mesmo que esse dinheiro agora seja usado para corrupção, compra de drogas, armas...Não tira a beleza da atitude desta mulher.
Como é lindo ver isto. Pessoas pobres, que sabem que existe um abismo entre ter dinheiro e ter valor. Pois os valores dignificam o homem, já o dinheiro não é fundamental para isto.
Que Deus abençoe esta família.

Matheus Barbosa
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As "vírgulas" de Deus

Deus tem renovado meus passos. A cada dia posso ver que o meu chamado a ser cristão se renova a cada momento de minha caminhada. Percebo o quanto eu tenho recomeçado muitas coisas por Deus. Hoje ainda falava a alguns amigos meus, sobre este recomeço na nossa caminhada. Pois nestes dias venho deixando muita coisa para trás, tudo aquilo que então fazia parte da minha vida e que amava (e ainda amo muito). Compreendi que não colocava um ponto fina em nada. Deus apenas colocou em minhas mãos “vírgulas”. Vi que não tinha o poder de terminar nada que Deus começou, pois tudo aquilo que Ele quis, foi por Sua Vontade. E quem sou eu para mudar a vontade de Deus? Ninguém. A única coisa que me cabe fazer é conformar minha vontade a vontade de Deus.
Não é fácil isto. Mas, é fundamental para a busca da santidade. Pois a santidade é justamente fazer a vontade de Deus. Todos os santos que hoje conhecemos, não tiveram outro objetivo na vida a não ser fazer com que suas vontades se aproximassem ao máximo dos planos de Deus. E tão grandes foram seus esforços, que hoje estão no Céu, contemplando a face do Senhor.
Por mais que doa nossas escolhas na busca pela santidade, o fim sempre é bom, pois o fim está em Deus.

Matheus Barbosa
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