Fé e Compromisso

A cada dia que passa é grande o número de pessoas que se entregam às ideologias impostas pelo mundo. As pessoas se esqueceram o que é fé. Muitas vivem como se a Igreja fosse um mercado, vão somente quando precisam de algo.
Percebem que o grande medo das pessoas é se comprometer?
Hoje ninguém quer namorar, tem que antes ficar sem compromisso.
Ninguém quer mais falar a verdade, para não se comprometer.
E assim também ninguém mais quer ser comprometido com a fé.
O grande discurso de muitas pessoas que se dizem católicas é “Sou católico, vou na missa, mas não concordo com a Igreja.”
E eu sempre respondo: “Mas que grande falsidade a sua, hein?”.
O mundão hoje quer uma igreja que não pede nada pra você. E nessa matéria temos muitas seitas protestantes especializadas nisso. São as igrejas do milagrinho. Onde não se exige conversão nem comprometimento, somente o pagamento fiel ao dízimo. Já nem são chamados de fiéis e sim clientes.
Muitos hoje quando precisam de uma graça, pegam os terços, as novenas, vão às missas. Mas, quando é para falar de Deus no trabalho, preferem ser neutros. Ou envergonham-se de ser católicos. Ou ainda pior, ajuda ainda mais a falar mal da Igreja. São pessoas medíocres, assim como eu já fui um.
Todo mundo quer ir pro céu, mas ninguém quer a cruz. Esquecem de que para ressuscitar é preciso antes passar pelo sofrimento.
As pessoas não querem mais se comprometer com Jesus. São as mais santas quando vão rezar mas quando a questão é aborto ou castidade, sempre têm alguma desculpa para ir contra a Igreja. E ai da Igreja se excomungar algum médico, elas vão ainda a publico chamar a Igreja de hipócrita.
Hoje criou-se o “Sou católico do meu jeito”. Isso é podre. Cada um quer pegar das religiões um pouco daquilo que convém a si. É mais ou menos assim: “Bem, da Católica eu quero a eucaristia e quero a intercessão de Maria, mas, não quero a castidade. Vou na umbanda pra mãe de santo me abençoar. Vou na Igreja protestante porque em algumas a camisinha é liberada. Vou ler meu horóscopo. E acredito no “O segredo”. Pois afinal, sou católico do meu jeito.”

Para estes que acreditam que podem ser “católicos à sua maneira” deixo Santo Agostinho ensinar, pois eu não tenho lá tanta credibilidade quanto ao Santo Doutor:

“Se você acredita no que lhe agrada nos evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos evangelhos que você crê, mas em você”.
Matheus Barbosa
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Fazer brotar

Tenho poucas lembranças das vezes em que fui ao rancho do meu padrinho, até mesmo porque quando ia ainda era muito pequeno. Mas, dessas poucas lembranças há uma em que nunca me esqueço e que hoje quero fazer uma reflexão em cima dela.
No final de uma tarde, quando voltávamos à casa depois de uma caminhada às margens do rio, eu e meu pai vínhamos conversando sobre o quanto o nível do rio havia abaixado, podíamos ver árvores inteiras para fora d’água e muito lixo. Diante dessa imagem, enquanto ainda conversávamos parei e abaixei para pegar algo. Era uma latinha, dessas de refrigerante ou cerveja. A latinha estava toda amassada, e tinha um pequeno furo no meio dela. Deste furo saia uma plantinha na qual o diâmetro do caule era exatamente do tamanho do furo. Fiquei por alguns instantes olhando para a latinha, quando meu pai aproximou e disse: “A natureza consegue fazer brotar em lugares onde ninguém espera.”
Achei o máximo aquilo. Meu pai também. Era uma cena bonita, aquela frágil planta dentro de uma latinha tentando sobreviver.
Bem, cresci e aquilo ainda continua em mim. Uma pequena lembrança, que posso usar para ilustrar uma reflexão.
Vejo que nós cristãos, no mundo de hoje, temos a missão de ser a plantinha. Temos esta missão de brotar dos lugares onde não há mais esperança.
Quantos lugares no mundo de hoje, que estão como aquela latinha, enferrujados, destruídos e que precisam de uma esperança para iluminar a escuridão. Esta planta somos nós. Enviados, semeados e cuidados por Deus.
Seja a plantinha no seu trabalho, na sua família, na sua rua, na sua escola. Você pode até dizer: “ah, mas aqui eu nem tenho oportunidade para dizer nada”. Eu te pergunto: E a planta tinha muita terra e espaço para crescer? Cresceu como podia. Você também, se não pode falar, faça! Se não pode fazer, apenas seja diferente. Às vezes as pessoas não esperam palavras de nós, mas exemplos. Se a humanidade hoje se encontra sem esperança é porque há mais latinhas do que plantas no mundo.

E Você, está sendo o que?

Matheus Barbosa
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"Vista-se" Verdadeiramente

Mais um carnaval vem por ai. E as mesmas reportagens do ano passado, a mesmas marchinhas do ano passado, as mesmas festas, sambinhas... E as mesmas “campanhas”. O governo federal vai distribuir só no carnaval mais de 55 milhões de camisinhas para os foliões. E tudo, claro, com o slogan “Vista-se”.
Foi passando em frente a um outdoor mostrando uma modelo com uma camisinha na mão, que tive a idéia de escrever sobre isto. Fiquei alguns minutos em silêncio dentro do carro, refletindo principalmente sobre este slogan que não sai da minha cabeça, “Vista-se”. Logo comecei a concluir algo.
Na verdade, só se precisa se “vestir” com a camisinha aquele que não “veste” a castidade. Pois se você a cada dia consagra tua sexualidade a Deus, não tem necessidade de se “vestir” com a camisinha, pois está livre de doenças.
Falo isto para esclarecer muitas pessoas que acham que a Igreja é diretamente contra o uso da camisinha. Quando na verdade a proibição da camisinha é apenas uma dimensão daquilo que a Igreja realmente prega, que é a castidade. Portanto a Igreja não é contra a camisinha, mas contra o sexo feito em tempo, modo e lugar errado. A Igreja nos ensina a castidade para não precisarmos usar a camisinha. Para não colocarmos nossas vidas em risco vivendo uma sexualidade depravada.
Portanto, para este carnaval podemos nos vestir sim, mas vestir com a castidade. Festejar, sambar, sorrir, se alegrar, só tem sentido quando se vive com Cristo. Sem ele, tudo termina na quarta feira com o vazio no coração e a certeza de que quatro dias de falsas alegrias não serviram de nada, pois não ecoaram em nós sequer uma semana.

E fica nosso slogan cristão: Castidade, veste-a.


Matheus Barbosa
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Nem "BIg", Nem "Brother", Nem "Reality"

Bem, antes de mais nada quero dizer que esta é minha opinião pessoal. Não é ensinado pela Igreja, até mesmo porque a Igreja tem mais coisas a se preocupar. Bem, agora que esclareci, vamos ao assunto do Big Brother.
O Big Brother é um programa que se denomina um “reality show”, ou seja, “O show da realidade.” Nobres senhores leitores, não sei vocês, mas a minha realidade não tem piscina o dia todo, academia, festas durante a semana, sonequinha à tarde e sequer disputo com "brothers" alguma quantia de dinheiro. Portanto não posso considerar um show de realidade. Vemos algum punhado de pessoas brigando entre si para a conquista (a qualquer custo) de uma alta quantia de dinheiro. Portanto também não é nada “Brother” (irmão em inglês), pois não vejo fraternidade alguma em eliminar outras pessoas através de briguinhas e complôs. Nem sequer o “Big” (grande em inglês) sobrou. Pois o programa é de um nível bem rebaixado. Não vejo nada de crescimento, mas vejo muito apelo à sensualidade misturada com publicidade. Uma mistura bastante medíocre e que faz sucesso com o “povão”. Vejo briguinhas inúteis, por coisas inúteis, em situações inúteis com pessoas inúteis. Enfim, nada útil. Muitos programas da TV consigo tirar algo que acrescenta na minha vida, mas o BBB é um programa que eu sento para assistir e em 3 minutos troco de canal. Por que vai me dando uma agonia ver um grupo de pessoas na piscina falando mal de um "irmão", um grupinho na cozinha brigando por que um "brother" não lavou a louça, e no quarto às 3 da tarde um jovem dormindo. Às vezes nesses 3 minutos dá vontade de ligar na emissora e pedir que me paguem pelo tempo perdido.
Isso tudo sem contar o apelo a baixaria. Quando se trata de explorar o corpo feminino, o sexo, brigas, discussões com palavras de baixo calão e conversas frívolas, o BBB é um veículo eficaz. E claro, isso tudo faz sucesso com o “povão”, que adora um ‘mal feito’ como diria Yasmim, minha amiga. E os publicitários inteligentes aproveitam esta mistura toda como “prateleira” para colocar seus produtos à mostra.
Diante dessa análise não vejo, nem “Big, nem “Brother”, nem “reality”. Vejo o interesse de ganhar dinheiro à custa de um povo intelectualmente preguiçoso. E que diz que “o dinheiro tá curto pro dízimo”, mas liga 30 vezes para a “loira, magrela e chata” perder.
E no fim das contas, no final do mês vemos alguns gastos com telefone. Nos próximos anos vemos nossos filhos sexualmente e psicologicamente desordenados pelo mau exemplo e no fim da vida nos perguntamos “onde erramos?”

Matheus Barbosa
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