Encontrar o Tesouro Além da Aparência

A semana começa um pouco diferente pra mim. Principalmente porque sábado fui convidado a ajudar em uma formação que acontece no meu grupo de Oração onde se falou sobre o amor de Deus. Fiquei muito feliz e ao final da reunião, até comentei com a Gui e com a Yasmim que esta formação havia sido a melhor que já pude participar. Acho que é até mesmo porque mais aprendi do que ensinei. Mas, algo que me chamou muito à atenção foi quando a Yasmim comparou o Amor de Deus com o tesouro escondido no campo, que o Senhor nos fala no Evangelho de Mateus 16: 44-46. Fiquei inquieto com essa Palavra, a todo momento lembrava dela. Passou o sábado, o domingo, a Missa... Até que fui à missa hoje, segunda, e quando iniciou-se a Proclamação do Evangelho o padre começa a ler justamente a passagem em questão. Fiquei admirado com a insistência do Senhor em me lembrar a parábola. O padre começou a homilia e junto com ele, já também comecei minha reflexão, baseando no que ele falava. Trazia tudo o que ele comentava para meu contexto de vida e vi que esta passagem diz muito a respeito de quem quer seguir Jesus. O Senhor nos fala de um homem que acha um tesouro em um campo, logo ele esconde, volta pra sua casa e vende tudo o que tem para comprar o campo e ficar com o tesouro. O tesouro que o Senhor nos fala é o Reino de Deus, o Amor de Deus, a Felicidade. A tal Felicidade que quando experimentamos um pouco, voltamos para nossa casa e deixamos tudo para trás, para vivê-la em plenitude.
Lembro que enquanto o sacerdote fazia a homilia eu ia imaginando um campo aparentemente muito ruim, muito longe de serem aqueles jardins lindos, grama verdinha, com flores e árvores frondosas. Não. Imaginei um campo horrível, muito seco, algo aparentemente infértil.
Mas no momento não compreendi por que aquela imagem vinha à minha mente. Um pouco mais de reflexão, fui discernindo que a nossa busca pela verdadeira Felicidade é assim.
A busca não pode ficar na superficialidade da aparência.
Fico imaginando que muitos zombaram deste homem quando ele quis comprar o campo pensando que ele quisesse plantar algo. Quantos disseram: “Ih! Isso daí que você está querendo num leva a nada não. É algo que não lhe dá futuro!”.
E hoje, olhando para nossa vida, de pessoas que buscam a felicidade, quantos já não te disseram o mesmo?
Talvez por que o que você faz hoje não lhe traz glória diante dos homens. Talvez isso que você faz por Deus não lhe rende dinheiro, nem sucesso, nem status social. Talvez esta busca pela castidade, pelo caminho reto, pela Verdade não lhe traz os prazeres passageiros que o homem moderno busca.
Realmente hoje o caminho pelo qual caminhamos pode não parecer, perante aos valores ditados pela sociedade atual, o melhor a ser seguido. Porém, temos que saber que não caminhamos neste caminho aparentemente ruim, por pura e simples vontade de apreciar a paisagem, mas caminhamos com a vontade de chegar à uma meta, mesmo que este caminho seja, para a visão mundana, algo horrível.
Diante disto, vejo que neste campo do qual eu quero deixar tudo e comprar, não busco o seu estado exterior ou sua capacidade de fertilização daquilo que plantarei, mas aquilo que nele já se encontra, o tesouro. Talvez neste campo o meu próprio esforço seria em vão. Talvez minhas próprias forças seriam insuficientes para extrair alguma riqueza dele. Mas, neste caso não precisarei usar das minhas forças para tentar criar algo bom. O tesouro está neste campo, pronto para ser desenterrado, basta a minha vontade. Basta o desejo do meu coração e a minha disposição para largar tudo, comprar este campo e desfrutar do tesouro, da Felicidade que Deus escondeu para mim, para você, para nós.

Matheus Barbosa 
Continue lendo ►

Mergulhar-se para o Amor

Algo que já constatei na minha vida é a famosa frase: "Só se ama o que se conhece".
No tempo de adolescente costumava ouvir (e acredito, que até dizer) sobre o tal "amor à primeira vista"não é por acaso que hoje olho para trás e vejo que esses "amores" ficaram para trás. Com isso pude perceber que um olhar apenas não basta. É preciso mais para amar.
Logo, superficialidade e amor não combinam. É preciso aprofundar-se, deixar a margem, molhar-se e mergulhar rumo ao mais íntimo do coração do outro. Mas, para isso requer disposição e empenho, pois não se mergulha sem essas duas ferramentas. Para mergulhar é necessário antes de tudo disposição em se jogar na água. Ninguém ama ao longe, assim como ninguém se refresca olhando para uma piscina. Apenas se experimenta quem busca.
Por isso, amar é iniciativa própria.
Lembro também que, para quem quer mergulhar, não basta apenas se jogar na água, é necessário todo esforço para se aprofundar. Prender a respiração, fazer força...É essencial para quem quer mergulhar. São também para os que querem conhecer mais o íntimo do coração humano. Muitas vezes temos que renunciar a nós mesmos, às nossas necessidades, às nossas "respirações". E além disto tudo, temos que renunciar o nosso comodismo. Deixar a estabilidade da superfície e adentrar. Senão nunca conheceremos o ser humano.
E aquele que não conhece não ama. E quem não ama não conhece a Deus, pois o Amor vem de Deus.(I João 4:8).
Podemos perceber a miséria do mundo de hoje.
A superficialidade dos relacionamentos modernos é uma triste realidade.
A ciência cada vez mais avançada na busca do saber, não sabe sequer tocar o coração de ninguém.
Sabemos tudo sobre dentes, mas não sabemos sorrir.
Sabemos tudo do órgão coração, mas não sabemos tocá-lo.
Sabemos tudo sobre o ser humano, mas não sabemos amá-lo. 
Sabemos tudo da vida, mas não sabemos vivê-la.

Matheus Barbosa
Continue lendo ►

O amor de Deus

O que seria o amor de DEUS? Tamanho seria esse amor?
Um belo sábado DEUS me concedeu, no grupo de oração que freqüento, fazer uma pregação, nada mais nada menos pra falar de sua misericórdia.
A pregação foi Mateus 18.10-14 "A ovelha perdida".
Mas como falar de sua misericórdia se não falar do seu amor, seria praticamente impossível. 
Lembro que nessa passagem Jesus conta que quando alguém tem cem ovelhas e perde uma, trata logo de ir buscá – la, com DEUS é a mesma coisa Ele não se contenta com cem, mil, dez mil Ele só ficará contente quando tiver todos, todos os seus FILHOS.
E por mais que pecamos, caímos e tornamos a pecar, Ele sempre vai estar lá, de braços abertos a nos receber, com todo seu AMOR e com toda sua MISERICÓRDIA. 
Nessa pregação contei uma parábola em que nós e DEUS éramos os mocinhos e o “mundo” era o vilão.
Mas digo que é uma grande verdade, pois como na novela quando o mocinho encontra mocinha é paixão a primeira vista, nós quando temos nosso primeiro encontro com DEUS também nos apaixonamos. Mas, como na novela, há sempre um vilão que tenta atrapalhar de toda forma e nas nossas vidas. Quem tem esse papel é o “mundo” que diversas vezes tenta nos atrapalhar de seguir o caminho de DEUS. Pena que nem sempre todos nós temos um final feliz como na novela (aí da pra ver que novela não é vida real coisa nenhuma). Mas sempre que nos arrependemos DEUS com todo seu amor está lá de braços abertos a nos receber e sempre com um sorriso, dizendo: "
"Meu filho que bom que Eu tenho você de volta."
Por isso digo arrependei-vos enquanto há tempo, pois o reino de DEUS esta próximo e aproveitem de todo o amor que Ele oferece.Sejam sedentos da palavra do Senhor e busquem a cada dia mais estar ao lado D’ele e gozem da felicidade eterna!
A paz de JESUS e o amor de MARIA a todos.


Rhuan Felipe
Continue lendo ►

Uma Questão de Crítica

Nos dias de hoje é cada vez mais comum o número de pessoas que se revoltam contra a Igreja Católica. Muitos até se dizem católicos e têm uma caminhada interessante dentro da Igreja mas mesmo assim rejeitam muitos ensinamentos da mesma. Por que isso acontece?
Primeiramente vejo muito explícito na mídia a vontade de destruir a Igreja. Muitas vezes a Igreja é mal compreendida, não por própria culpa mas por que a informação é passada de modo superficial ou incoerente. Uma vez vi um cardeal dando uma opinião sobre um assunto, logo após a pessoa que narrava a reportagem disse “Ou seja, ele quis dizer que...” e mudou totalmente o sentido que o Cardeal queria dizer. Eu percebi, mas sei que poucos percebem. Poucos vão atrás do que ouvem, assistem e lêem. Muitos ouvem a informação mas nem julgam que aquilo pode ser mentira. Por outro lado, quando a informação vem da Igreja muitos desacreditam ou colocam alguma dúvida. Parece que para muitos é tão fácil acreditar nos jornais mas é tão difícil acreditar na Igreja.
A sociedade hoje “criou” um certo tipo de pessoa que é “O Crítico”, muitos hoje se dizem críticos. Existem aqueles que falam que têm opinião própria, que não são alienados, que não aceita tudo, que não concorda com a maioria, que vai contra a corrente...Mas, se você for parar pra pensar essa pessoa é a mais “Maria vai com as outras”. Hoje o "crítico" é aquele que vai contra tudo que a Igreja fala. Mas, se você for ver, existem mais pessoas que está contra a Igreja do que a favor. Repare na sua sala de aula ou no trabalho, quando se levanta um professor ou aluno para “descer a lenha” na Igreja, todos ficam quietinhos, abaixam suas cabeças. Juntam-se os “Críticos” de toda a sala e começam a caluniar. Mas, não tem um que se levante a diga que é contra tudo isso que estão dizendo. O engraçado é que os “Críticos” são a maioria da sala. Os “Críticos” apenas repetem o que a mídia fala. E repetem a opinião do professor. Cadê a opinião própria?
Então o que é realmente ser crítico e nadar contra a corrente? É SER CATÓLICO.
Pois só um homem crítico vai além do que ouve e busca a verdade. Só um homem crítico tem a coragem de dizer que está do lado de uma Igreja de dois mil anos em meio a uma multidão que calunia. Afinal qual é mais fácil nos dias de hoje, falar mal da Igreja ou pregar tudo que a Igreja diz?
Certamente pregar o Evangelho, tanto que, os que pregam são tachados de “os alienados” enquanto os que julgam são “os críticos”.
Pensemos então como está nossa crítica. Será que somos apenas mais um a gritar contra a Igreja ou somos a trombeta solitária a anunciar o Senhor que vem?
Afinal, estamos indo pelo caminho mais fácil da “falsa opinião própria” ou somos corajosos o suficiente para nadar contra a corrente

Matheus Barbosa
Continue lendo ►

Seguidores

 
^ Voltar ao Topo