Matrimônio, Sinal do Senhor na Família

Bem, como já combinamos, falaremos nos próximos dias, inspirados pelo término do mês vocacional, sobre Vocação. E para iniciarmos estas reflexões acerca das vocações específicas preferi por começar a escrever sobre a vocação Matrimonial. Visto que é a vocação que dá acesso às outras vocações. É justamente este o plano do Senhor para o Matrimônio: Chamar homens e mulheres capazes de formarem famílias e assim ser terra boa para se cultivar as vocações.
Muitos são os que desprezam a vocação Matrimonial como se ela fosse a menor entre as vocações específicas. Talvez seja pelo fato de haverem muito mais pessoas chamadas ao Matrimônio do que para o sacerdócio ou à vida religiosa. Mas, logicamente é errado pensar assim. Meu pároco, padre Carlinhos, disse: ”Deus não se doa em partes, mas está por inteiro em cada vocação”. Fiquei refletindo sobre esta frase e diante dela percebi, então, que todas as vocações são valorosas diante de Deus, pois todas elas são planos dEle para nossa vida.
Por isso, não desprezemos o Matrimônio. Vejo que bons padres saíram de boas famílias cristãs. Vários santos, como Santa Teresinha, tiveram pais santos. Cito os pais de Santa Teresinha mesmo sabendo que eles viveram em um tempo bem diferente do nosso. Um tempo em que a família não era tão atacada como nos dias de hoje. Mas, justamente por isto que uso-os como exemplo. Para que mais ainda a vocação matrimonial seja valorizada. Pois hoje é um desafio ainda maior ser membro de uma família cristã, uma família santa.
Vejo que não podemos encarar o Matrimônio como um simples evento, como se faz nos dias de hoje. Muitos noivos entram pela porta da Igreja sem nem mesmo saberem o que aquele “Sim” significa. Daí que saem os desvios das famílias modernas: quando o Matrimônio deixa de ser vocação e passa a ser uma formalidade social. Não podemos deixar que a família seja destruída, que o matrimonio seja banalizado. Temos que encará-lo como Plano de Deus e semente do Amor na família.
E para evitarmos tudo isto, só nos é necessário fazer uma coisa: Rezar para que os casais se encontrem com Deus e que entrem na Igreja com a intenção de não somente trocar alianças de metal, mas alianças de Amor, que une não somente o casal, mas a família e o Senhor.
Rezemos pela vocação do Matrimônio.
Rezemos pelas Famílias, celeiro de vocações.

Matheus Barbosa
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Vocação, o chamado do Senhor


Termina-se o mês vocacional, agosto. Este foi um tempo propício para intensificar as nossas orações para que o Senhor envie mais operários à messe (Ver Mateus 9, 38).
Mas, o que é vocação?
Geralmente quando ouvimos falar que fulano tem vocação pensamos logo que vai ser padre ou freira, mas não podemos limitar o sentido de vocação à estes dois termos.
Primeiramente, vocação deriva do latim vocatio, que quer dizer chamado.
Deus nos chama fundamentalmente à Santidade, por isso todos somos vocacionados. Somos convidados por Deus para viver na eternidade, sermos santos.
Mas para realizarmos com fidelidade este chamado fundamental, Deus nos chama de modo específico, para que cada pessoa busque a Santidade por meio de uma missão diferente.
Podemos observar três tipos de vocações específicas: Vocação Leiga, Religiosa e Sacerdotal.
Portanto, não se é vocacionado apenas o padre ou a freira, mas também o pai de família, o catequista, o solteiro, o celibatário, enfim todo ser humano.
Deus tem um projeto para nossas vidas, um projeto de felicidade, por isto ele nos chama e vem até nós para vivermos este projeto. Isto é o Chamado de Deus. Porém, como sabemos, a todo CHAMADO exige-se uma RESPOSTA e é onde entra a parte humana na vocação. Não se realizam os planos de Deus na nossa vida se não respondemos. Mas, todo o processo de resposta necessita primeiramente estar profundamente ligado à nossa liberdade e à nossa comunhão com Deus. Em outras palavras, não se escolhe uma vocação por que mamãe mandou ou porquê não tem mais o que fazer na vida, mas por que Deus chamou, e nós, de ouvidos bem atentos, escutamos.
Mas, para escutarmos necessitamos primeiramente silenciar-nos, deixar Deus falar nas nossas orações, na nossa vida.
Para muitos, dar esta resposta muitas vezes é doloroso pela falta de conhecimento da vocação ou pelo contexto da vida da pessoa, nestes casos é necessário que ela tenha alguém que partilhe, que a ajude. E quero tentar ajudar por meio deste blog, durante os próximos dias, estarei falando sobre os tipos de vocação, espero que todos acompanhem. Desde os que já sabem sua vocação até os que estão trilhando o caminho do discernimento vocacional.
Que então, Maria a Mãe das Vocações, nos ensine e interceda por nós.
Deus o abençoe!

Matheus Barbosa
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Encontrar o Tesouro Além da Aparência

A semana começa um pouco diferente pra mim. Principalmente porque sábado fui convidado a ajudar em uma formação que acontece no meu grupo de Oração onde se falou sobre o amor de Deus. Fiquei muito feliz e ao final da reunião, até comentei com a Gui e com a Yasmim que esta formação havia sido a melhor que já pude participar. Acho que é até mesmo porque mais aprendi do que ensinei. Mas, algo que me chamou muito à atenção foi quando a Yasmim comparou o Amor de Deus com o tesouro escondido no campo, que o Senhor nos fala no Evangelho de Mateus 16: 44-46. Fiquei inquieto com essa Palavra, a todo momento lembrava dela. Passou o sábado, o domingo, a Missa... Até que fui à missa hoje, segunda, e quando iniciou-se a Proclamação do Evangelho o padre começa a ler justamente a passagem em questão. Fiquei admirado com a insistência do Senhor em me lembrar a parábola. O padre começou a homilia e junto com ele, já também comecei minha reflexão, baseando no que ele falava. Trazia tudo o que ele comentava para meu contexto de vida e vi que esta passagem diz muito a respeito de quem quer seguir Jesus. O Senhor nos fala de um homem que acha um tesouro em um campo, logo ele esconde, volta pra sua casa e vende tudo o que tem para comprar o campo e ficar com o tesouro. O tesouro que o Senhor nos fala é o Reino de Deus, o Amor de Deus, a Felicidade. A tal Felicidade que quando experimentamos um pouco, voltamos para nossa casa e deixamos tudo para trás, para vivê-la em plenitude.
Lembro que enquanto o sacerdote fazia a homilia eu ia imaginando um campo aparentemente muito ruim, muito longe de serem aqueles jardins lindos, grama verdinha, com flores e árvores frondosas. Não. Imaginei um campo horrível, muito seco, algo aparentemente infértil.
Mas no momento não compreendi por que aquela imagem vinha à minha mente. Um pouco mais de reflexão, fui discernindo que a nossa busca pela verdadeira Felicidade é assim.
A busca não pode ficar na superficialidade da aparência.
Fico imaginando que muitos zombaram deste homem quando ele quis comprar o campo pensando que ele quisesse plantar algo. Quantos disseram: “Ih! Isso daí que você está querendo num leva a nada não. É algo que não lhe dá futuro!”.
E hoje, olhando para nossa vida, de pessoas que buscam a felicidade, quantos já não te disseram o mesmo?
Talvez por que o que você faz hoje não lhe traz glória diante dos homens. Talvez isso que você faz por Deus não lhe rende dinheiro, nem sucesso, nem status social. Talvez esta busca pela castidade, pelo caminho reto, pela Verdade não lhe traz os prazeres passageiros que o homem moderno busca.
Realmente hoje o caminho pelo qual caminhamos pode não parecer, perante aos valores ditados pela sociedade atual, o melhor a ser seguido. Porém, temos que saber que não caminhamos neste caminho aparentemente ruim, por pura e simples vontade de apreciar a paisagem, mas caminhamos com a vontade de chegar à uma meta, mesmo que este caminho seja, para a visão mundana, algo horrível.
Diante disto, vejo que neste campo do qual eu quero deixar tudo e comprar, não busco o seu estado exterior ou sua capacidade de fertilização daquilo que plantarei, mas aquilo que nele já se encontra, o tesouro. Talvez neste campo o meu próprio esforço seria em vão. Talvez minhas próprias forças seriam insuficientes para extrair alguma riqueza dele. Mas, neste caso não precisarei usar das minhas forças para tentar criar algo bom. O tesouro está neste campo, pronto para ser desenterrado, basta a minha vontade. Basta o desejo do meu coração e a minha disposição para largar tudo, comprar este campo e desfrutar do tesouro, da Felicidade que Deus escondeu para mim, para você, para nós.

Matheus Barbosa 
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Mergulhar-se para o Amor

Algo que já constatei na minha vida é a famosa frase: "Só se ama o que se conhece".
No tempo de adolescente costumava ouvir (e acredito, que até dizer) sobre o tal "amor à primeira vista"não é por acaso que hoje olho para trás e vejo que esses "amores" ficaram para trás. Com isso pude perceber que um olhar apenas não basta. É preciso mais para amar.
Logo, superficialidade e amor não combinam. É preciso aprofundar-se, deixar a margem, molhar-se e mergulhar rumo ao mais íntimo do coração do outro. Mas, para isso requer disposição e empenho, pois não se mergulha sem essas duas ferramentas. Para mergulhar é necessário antes de tudo disposição em se jogar na água. Ninguém ama ao longe, assim como ninguém se refresca olhando para uma piscina. Apenas se experimenta quem busca.
Por isso, amar é iniciativa própria.
Lembro também que, para quem quer mergulhar, não basta apenas se jogar na água, é necessário todo esforço para se aprofundar. Prender a respiração, fazer força...É essencial para quem quer mergulhar. São também para os que querem conhecer mais o íntimo do coração humano. Muitas vezes temos que renunciar a nós mesmos, às nossas necessidades, às nossas "respirações". E além disto tudo, temos que renunciar o nosso comodismo. Deixar a estabilidade da superfície e adentrar. Senão nunca conheceremos o ser humano.
E aquele que não conhece não ama. E quem não ama não conhece a Deus, pois o Amor vem de Deus.(I João 4:8).
Podemos perceber a miséria do mundo de hoje.
A superficialidade dos relacionamentos modernos é uma triste realidade.
A ciência cada vez mais avançada na busca do saber, não sabe sequer tocar o coração de ninguém.
Sabemos tudo sobre dentes, mas não sabemos sorrir.
Sabemos tudo do órgão coração, mas não sabemos tocá-lo.
Sabemos tudo sobre o ser humano, mas não sabemos amá-lo. 
Sabemos tudo da vida, mas não sabemos vivê-la.

Matheus Barbosa
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