Sacerdote, Ministro do Senhor

Em 2009 o papa Bento XVI convocou o Ano Sacerdotal, para que toda a Igreja intensificasse as orações pelos padres do mundo todo. E olhando para a realidade percebo o motivo que o levou a fazer isto.
Hoje, mais do que nunca, o mundo quer acabar com a vocação sacerdotal. Não raramente vemos nas novelas padres que deixam a vocação para se envolverem com mulheres. Vemos padres corruptos. Nos jornais os casos de escândalos com padres tomam têm uma ênfase maior. Muitas vezes as notícias são transmitidas como se o problema estivesse no sacerdócio e não no homem pecador.
Agora podemos nos perguntar: Por que o mundo, o demônio, quer acabar com o sacerdócio?
Eu vos explico.
Sabemos que a Eucaristia é o que sustenta nossa Igreja. Sabemos que o Coração da Igreja é a Santa Comunhão. Mas, o demônio não pode destruir este sacramento. Porém, sabemos muito bem que o maligno é astuto, e por isso ele não tenta destruir o sacramento, mas tenta destruir o sacerdócio. Pois somente pelas mãos de um padre que o Senhor se faz presente, nas espécies do Pão e do Vinho.
O demônio quer usar destes poucos maus exemplos para desanimar muitos. Quer fazer com que todas as pessoas desacreditem no sacerdote. Desacreditem que ele é um escolhido por Deus para ministrar os sacramentos.
Pelas mãos do padre, recebemos o perdão dos nossos pecados, e pelas mesmas mãos recebemos o Senhor, na Eucaristia.
O padre é um homem consagrado à Deus. E por isso, não se casa com mulher. Para que ele seja todo de Deus, para que todo o seu tempo, o seu pensamento, seu coração esteja voltada para o Senhor e assim possa melhor servir. O padre tem suas mãos ungidas e assim, por mais pecador que seja, é o profeta que o Senhor escolhe do meio da comunidade para ser o Seu Ministro.
Por isso temos que rezar cada dia mais para nossos padres, para que a cada dia mais eles se santifiquem. Temos que rezar por esta vocação, pois ela que nos dá a Graça de recebermos o Senhor. Temos que rezar pelos jovens, para que eles estejam atentos a este chamado desafiador à vida sacerdotal.
Convido você a clicar AQUI e assistir a um vídeo que mostra padres jovens dizendo o motivo para escolher a vocação sacerdotal. Espero que veja, mesmo que não tenha a vocação para ser padre, pois é um vídeo que nos ajuda a compreender um pouco mais do grande sentido que é ser um sacerdote.
Rezemos a Maria, Mãe das vocações, pelos nossos diáconos, padres e bispos.

Matheus Barbosa
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Vida Religiosa, Consagração de Amor




"Quem perde sua vida por mim, a encontrará." (Mateus 16, 25)

Acho maravilhoso como Jesus sempre deixou claro que quem perde por amor, na verdade está ganhando. Só deixamos algo se encontramos outra coisa de maior valor, e é exatamente isso que significa a vocação à vida religiosa.
 O vocacionado à vida religiosa é aquele que sente apelos do próprio coração para dar início à plenitude desde já. Ou seja: Deus o (a) desposou, e ele (a) deseja intensamente ter e ser de Deus por inteiro, e não pode esperar a Eternidade (onde todos nós teremos e seremos de Deus por inteiro).
 Mas porque não se pode esperar? É a parte mais bonita... O religioso (a) é luz no mundo! Seu amor por Deus e sua entrega total e irrestrita refletem para o povo de Deus tudo aquilo que viveremos no céu, porém viveremos em constância e eternidade.
 A princípio, parece loucura, não é verdade? Afinal, porque abandonaríamos tudo para ser religioso (a)? Devemos sempre nos lembrar que, antes de tudo, toda vocação é um projeto de felicidade e salvação para todos nós. Com isso, quero dizer o seguinte: a pessoa que fabrica um carro sabe o que é melhor pra ele (álcool, gasolina, meios de usá-lo, etc.), da mesma forma, Deus (que nos criou) sabe exatamente como e onde seremos verdadeiramente felizes! Os planos de Deus vão além do que possamos entender...
 Por fim, quando conversava com uma carmelita essa semana, ela me dizia: “Yasmim, a fidelidade da nossa vida é Deus quem dá, é Ele quem preenche os nossos claustros e os vazios que as nossas renúncias deixam!”.  Então, não tenhamos medo! Deixemos que Deus nos conduza para onde Ele quiser, e Ele nos fará felizes, onde quer que estejamos!

Yasmim Piovezan
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Matrimônio, Sinal do Senhor na Família

Bem, como já combinamos, falaremos nos próximos dias, inspirados pelo término do mês vocacional, sobre Vocação. E para iniciarmos estas reflexões acerca das vocações específicas preferi por começar a escrever sobre a vocação Matrimonial. Visto que é a vocação que dá acesso às outras vocações. É justamente este o plano do Senhor para o Matrimônio: Chamar homens e mulheres capazes de formarem famílias e assim ser terra boa para se cultivar as vocações.
Muitos são os que desprezam a vocação Matrimonial como se ela fosse a menor entre as vocações específicas. Talvez seja pelo fato de haverem muito mais pessoas chamadas ao Matrimônio do que para o sacerdócio ou à vida religiosa. Mas, logicamente é errado pensar assim. Meu pároco, padre Carlinhos, disse: ”Deus não se doa em partes, mas está por inteiro em cada vocação”. Fiquei refletindo sobre esta frase e diante dela percebi, então, que todas as vocações são valorosas diante de Deus, pois todas elas são planos dEle para nossa vida.
Por isso, não desprezemos o Matrimônio. Vejo que bons padres saíram de boas famílias cristãs. Vários santos, como Santa Teresinha, tiveram pais santos. Cito os pais de Santa Teresinha mesmo sabendo que eles viveram em um tempo bem diferente do nosso. Um tempo em que a família não era tão atacada como nos dias de hoje. Mas, justamente por isto que uso-os como exemplo. Para que mais ainda a vocação matrimonial seja valorizada. Pois hoje é um desafio ainda maior ser membro de uma família cristã, uma família santa.
Vejo que não podemos encarar o Matrimônio como um simples evento, como se faz nos dias de hoje. Muitos noivos entram pela porta da Igreja sem nem mesmo saberem o que aquele “Sim” significa. Daí que saem os desvios das famílias modernas: quando o Matrimônio deixa de ser vocação e passa a ser uma formalidade social. Não podemos deixar que a família seja destruída, que o matrimonio seja banalizado. Temos que encará-lo como Plano de Deus e semente do Amor na família.
E para evitarmos tudo isto, só nos é necessário fazer uma coisa: Rezar para que os casais se encontrem com Deus e que entrem na Igreja com a intenção de não somente trocar alianças de metal, mas alianças de Amor, que une não somente o casal, mas a família e o Senhor.
Rezemos pela vocação do Matrimônio.
Rezemos pelas Famílias, celeiro de vocações.

Matheus Barbosa
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Vocação, o chamado do Senhor


Termina-se o mês vocacional, agosto. Este foi um tempo propício para intensificar as nossas orações para que o Senhor envie mais operários à messe (Ver Mateus 9, 38).
Mas, o que é vocação?
Geralmente quando ouvimos falar que fulano tem vocação pensamos logo que vai ser padre ou freira, mas não podemos limitar o sentido de vocação à estes dois termos.
Primeiramente, vocação deriva do latim vocatio, que quer dizer chamado.
Deus nos chama fundamentalmente à Santidade, por isso todos somos vocacionados. Somos convidados por Deus para viver na eternidade, sermos santos.
Mas para realizarmos com fidelidade este chamado fundamental, Deus nos chama de modo específico, para que cada pessoa busque a Santidade por meio de uma missão diferente.
Podemos observar três tipos de vocações específicas: Vocação Leiga, Religiosa e Sacerdotal.
Portanto, não se é vocacionado apenas o padre ou a freira, mas também o pai de família, o catequista, o solteiro, o celibatário, enfim todo ser humano.
Deus tem um projeto para nossas vidas, um projeto de felicidade, por isto ele nos chama e vem até nós para vivermos este projeto. Isto é o Chamado de Deus. Porém, como sabemos, a todo CHAMADO exige-se uma RESPOSTA e é onde entra a parte humana na vocação. Não se realizam os planos de Deus na nossa vida se não respondemos. Mas, todo o processo de resposta necessita primeiramente estar profundamente ligado à nossa liberdade e à nossa comunhão com Deus. Em outras palavras, não se escolhe uma vocação por que mamãe mandou ou porquê não tem mais o que fazer na vida, mas por que Deus chamou, e nós, de ouvidos bem atentos, escutamos.
Mas, para escutarmos necessitamos primeiramente silenciar-nos, deixar Deus falar nas nossas orações, na nossa vida.
Para muitos, dar esta resposta muitas vezes é doloroso pela falta de conhecimento da vocação ou pelo contexto da vida da pessoa, nestes casos é necessário que ela tenha alguém que partilhe, que a ajude. E quero tentar ajudar por meio deste blog, durante os próximos dias, estarei falando sobre os tipos de vocação, espero que todos acompanhem. Desde os que já sabem sua vocação até os que estão trilhando o caminho do discernimento vocacional.
Que então, Maria a Mãe das Vocações, nos ensine e interceda por nós.
Deus o abençoe!

Matheus Barbosa
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