Dia de Finados e as Indulgências


Olá amigos.
Amanhã a Igreja celebra o Dia de Finados. Pena que muitos não vivem este dia como a Igreja propõe, sobretudo este ano, que a data proporcionou um “feriadão” pois caiu em uma terça feira. Poucos se importam para que serve este feriado, encaram como um dia de “pernas para o ar”. Mas, sei que os que entendem este feriado desta maneira é por que não foram devidamente instruídos na fé o suficiente para se viver corretamente este Dia.
Por isso, hoje, véspera de feriado queria dar uma ênfase à este dia. Vamos lá.

O que é o Dia de Finados?
É um dia especialmente dedicado à oração para aqueles que já deixaram esta vida. A Igreja propõe este dia para lembrarmos de todos aqueles que já faleceram, como forma de amor e vínculo de fraternidade. Neste dia, celebramos nossas saudades e memória daqueles que um dia fizeram parte de nossa vida terrena e hoje nos esperam na vida celeste. O Dia de Finados tem a finalidade de unir toda a Igreja terrena em oração para as almas que estão no purgatório se purificando para contemplar Deus face a face, ou seja, para nascerem para o céu.

Neste dia de Finados, como posso ajudar as almas a irem para o Céu?
A Igreja nos ensina certas práticas espirituais que ajudam na purificação das almas dos fiéis falecidos. Tais práticas nos concedem a Graça de receber as Indulgências Plenárias. As indulgências é o cancelamento das penas do purgatório que a alma sofre para sua purificação. Em outras datas do ano podemos receber estas indulgências para nosso próprio benefício, mas no Dia de Finados estes benefícios são restritamente às almas dos fiéis falecidos. O que torna a prática ainda mais nobre, pois é um ato de extrema caridade para com as almas.

Quais são estas práticas?
Na doutrina das indulgências a Igreja nos propõe em todos os casos:
- Confissão Sacramental (Pelo menos 20 dias antes ou após o dia)
- Comunhão Eucarística (No dia, ou em caso de extrema impossibilidade, 20 dias depois.)
- Orações pelo Papa (1 Pai Nosso, 1 Ave-Maria e outras orações espontâneas se assim quiser)

Mas, para cada dia do ano que a Igreja concede Indulgência Plenária deve-se fazer algo específico para a data. Por exemplo, neste dia de Finados além das 3 condições acima citadas também deve-se fazer:
- Visita ao cemitério
- Uma oração, mesmo que mental, pelos defuntos.

Bem, viu como é simples ajudar uma alma?
Claro, temos que realizar tais práticas com o ardente amor pelos irmãos, pelo ódio ao pecado e a vontade sincera de ajudar as almas, pois sem isso de nada vale.
Gostaria de falar mais sobre este assunto das indulgências, mas acho melhor parar por aqui e deixar para tratar o tema com mais profundidade em outro momento. Apenas queria falar para não passarmos o feriado “em branco”.
Também, vale lembrar que postei um PodCast na página de Áudios do nosso blog sobre as indulgências. É uma entrevista com o professor Felipe Aquino. É muito bom e é rapidinho, vale a pena ouvir.

Ah, já ia me esquecendo, amanhã é dia santo. Todos na Santa Missa, hein?

Matheus Barbosa
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Sacerdote, Ministro do Senhor

Em 2009 o papa Bento XVI convocou o Ano Sacerdotal, para que toda a Igreja intensificasse as orações pelos padres do mundo todo. E olhando para a realidade percebo o motivo que o levou a fazer isto.
Hoje, mais do que nunca, o mundo quer acabar com a vocação sacerdotal. Não raramente vemos nas novelas padres que deixam a vocação para se envolverem com mulheres. Vemos padres corruptos. Nos jornais os casos de escândalos com padres tomam têm uma ênfase maior. Muitas vezes as notícias são transmitidas como se o problema estivesse no sacerdócio e não no homem pecador.
Agora podemos nos perguntar: Por que o mundo, o demônio, quer acabar com o sacerdócio?
Eu vos explico.
Sabemos que a Eucaristia é o que sustenta nossa Igreja. Sabemos que o Coração da Igreja é a Santa Comunhão. Mas, o demônio não pode destruir este sacramento. Porém, sabemos muito bem que o maligno é astuto, e por isso ele não tenta destruir o sacramento, mas tenta destruir o sacerdócio. Pois somente pelas mãos de um padre que o Senhor se faz presente, nas espécies do Pão e do Vinho.
O demônio quer usar destes poucos maus exemplos para desanimar muitos. Quer fazer com que todas as pessoas desacreditem no sacerdote. Desacreditem que ele é um escolhido por Deus para ministrar os sacramentos.
Pelas mãos do padre, recebemos o perdão dos nossos pecados, e pelas mesmas mãos recebemos o Senhor, na Eucaristia.
O padre é um homem consagrado à Deus. E por isso, não se casa com mulher. Para que ele seja todo de Deus, para que todo o seu tempo, o seu pensamento, seu coração esteja voltada para o Senhor e assim possa melhor servir. O padre tem suas mãos ungidas e assim, por mais pecador que seja, é o profeta que o Senhor escolhe do meio da comunidade para ser o Seu Ministro.
Por isso temos que rezar cada dia mais para nossos padres, para que a cada dia mais eles se santifiquem. Temos que rezar por esta vocação, pois ela que nos dá a Graça de recebermos o Senhor. Temos que rezar pelos jovens, para que eles estejam atentos a este chamado desafiador à vida sacerdotal.
Convido você a clicar AQUI e assistir a um vídeo que mostra padres jovens dizendo o motivo para escolher a vocação sacerdotal. Espero que veja, mesmo que não tenha a vocação para ser padre, pois é um vídeo que nos ajuda a compreender um pouco mais do grande sentido que é ser um sacerdote.
Rezemos a Maria, Mãe das vocações, pelos nossos diáconos, padres e bispos.

Matheus Barbosa
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Vida Religiosa, Consagração de Amor




"Quem perde sua vida por mim, a encontrará." (Mateus 16, 25)

Acho maravilhoso como Jesus sempre deixou claro que quem perde por amor, na verdade está ganhando. Só deixamos algo se encontramos outra coisa de maior valor, e é exatamente isso que significa a vocação à vida religiosa.
 O vocacionado à vida religiosa é aquele que sente apelos do próprio coração para dar início à plenitude desde já. Ou seja: Deus o (a) desposou, e ele (a) deseja intensamente ter e ser de Deus por inteiro, e não pode esperar a Eternidade (onde todos nós teremos e seremos de Deus por inteiro).
 Mas porque não se pode esperar? É a parte mais bonita... O religioso (a) é luz no mundo! Seu amor por Deus e sua entrega total e irrestrita refletem para o povo de Deus tudo aquilo que viveremos no céu, porém viveremos em constância e eternidade.
 A princípio, parece loucura, não é verdade? Afinal, porque abandonaríamos tudo para ser religioso (a)? Devemos sempre nos lembrar que, antes de tudo, toda vocação é um projeto de felicidade e salvação para todos nós. Com isso, quero dizer o seguinte: a pessoa que fabrica um carro sabe o que é melhor pra ele (álcool, gasolina, meios de usá-lo, etc.), da mesma forma, Deus (que nos criou) sabe exatamente como e onde seremos verdadeiramente felizes! Os planos de Deus vão além do que possamos entender...
 Por fim, quando conversava com uma carmelita essa semana, ela me dizia: “Yasmim, a fidelidade da nossa vida é Deus quem dá, é Ele quem preenche os nossos claustros e os vazios que as nossas renúncias deixam!”.  Então, não tenhamos medo! Deixemos que Deus nos conduza para onde Ele quiser, e Ele nos fará felizes, onde quer que estejamos!

Yasmim Piovezan
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Matrimônio, Sinal do Senhor na Família

Bem, como já combinamos, falaremos nos próximos dias, inspirados pelo término do mês vocacional, sobre Vocação. E para iniciarmos estas reflexões acerca das vocações específicas preferi por começar a escrever sobre a vocação Matrimonial. Visto que é a vocação que dá acesso às outras vocações. É justamente este o plano do Senhor para o Matrimônio: Chamar homens e mulheres capazes de formarem famílias e assim ser terra boa para se cultivar as vocações.
Muitos são os que desprezam a vocação Matrimonial como se ela fosse a menor entre as vocações específicas. Talvez seja pelo fato de haverem muito mais pessoas chamadas ao Matrimônio do que para o sacerdócio ou à vida religiosa. Mas, logicamente é errado pensar assim. Meu pároco, padre Carlinhos, disse: ”Deus não se doa em partes, mas está por inteiro em cada vocação”. Fiquei refletindo sobre esta frase e diante dela percebi, então, que todas as vocações são valorosas diante de Deus, pois todas elas são planos dEle para nossa vida.
Por isso, não desprezemos o Matrimônio. Vejo que bons padres saíram de boas famílias cristãs. Vários santos, como Santa Teresinha, tiveram pais santos. Cito os pais de Santa Teresinha mesmo sabendo que eles viveram em um tempo bem diferente do nosso. Um tempo em que a família não era tão atacada como nos dias de hoje. Mas, justamente por isto que uso-os como exemplo. Para que mais ainda a vocação matrimonial seja valorizada. Pois hoje é um desafio ainda maior ser membro de uma família cristã, uma família santa.
Vejo que não podemos encarar o Matrimônio como um simples evento, como se faz nos dias de hoje. Muitos noivos entram pela porta da Igreja sem nem mesmo saberem o que aquele “Sim” significa. Daí que saem os desvios das famílias modernas: quando o Matrimônio deixa de ser vocação e passa a ser uma formalidade social. Não podemos deixar que a família seja destruída, que o matrimonio seja banalizado. Temos que encará-lo como Plano de Deus e semente do Amor na família.
E para evitarmos tudo isto, só nos é necessário fazer uma coisa: Rezar para que os casais se encontrem com Deus e que entrem na Igreja com a intenção de não somente trocar alianças de metal, mas alianças de Amor, que une não somente o casal, mas a família e o Senhor.
Rezemos pela vocação do Matrimônio.
Rezemos pelas Famílias, celeiro de vocações.

Matheus Barbosa
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