Primeiro a Santa Missa!

Esses dias escrevi para o blog do Grupo Jusa, o grupo de oração que participo, resolvi compartilhar com os leitores do Nova Obra. Bem, vamos lá.
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Deixar a Santa Missa em primeiro lugar é, assim como dizemos na liturgia eucarística, “Nosso dever e Salvação”.

Mas porque “Dever e Salvação”?

Muitas vezes, por desinteresse ou falta de instrução, não entendemos o que é a Santa Missa e deixamos de vivê-la como se deveria viver. Muitos são os que vão à Missa por não ter o que fazer em casa, pra ver o pessoal conhecido, pra desfilar com a roupa nova...
Para estas pessoas eu apenas digo: “Não sabem o que estão perdendo...”
Estão perdendo porque não vivem em plenitude o que o Senhor nos oferece na Santa Missa, o Seu Corpo e o Seu Sangue. Pois a Santa Missa é justamente o sacrifício do Senhor Jesus.
O Sacrifício de Jesus na Cruz, há 2 mil anos atrás, lá em Jerusalém, no Calvário, foi um fato que não coube no tempo, este acontecimento se eternizou na história e por isso em toda Missa se atualiza a paixão do Senhor. É como se voltássemos no tempo e vivêssemos novamente o Calvário. A única diferença é que Jesus não sofre na carne novamente, mas mesmo assim, dá Seu Corpo e Seu Sangue, no Sacramento da Comunhão.
No momento da consagração, onde o sacerdote, na pessoa do próprio Jesus, diz: “Este é Meu Corpo... Este é Meu Sangue”, Jesus se faz presente. Como? Mistério da Fé. Aquele pequeno pedaço de pão se torna verdadeiramente Corpo. E a pequena porção de vinho se torna Sangue.

Então, Jesus lhes respondeu: 
'Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue tem a vida. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue é verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele." (João 6, 53-56)

Aqui Jesus nos responde por que é “Nosso Dever e Salvação” deixar a Missa em primeiro lugar como prática de nossa vida.
Dever, pois Ele nos pede como mandamento ir à Missa no Domingo. Mas, também Salvação, pois pela Missa, ouvimos a Palavra de Deus e assistimos o Sacrifício do Senhor e assim permanecemos nEle, comendo seu Corpo, bebendo Seu Sangue que se faz nas espécies do pão e do vinho.
Não há como querer ser feliz sem tomar do Corpo e Sangue do Senhor. Não há por que buscar pequenas felicidades em outras coisas, se Jesus já nos dá o “Pedaço do Céu”, a Eucaristia.
Vá à Missa sempre que puder. Não garanto uma vida sem problemas, mas garanto que sofrer com o Corpo do Senhor em nós nos dá um novo sentido pra viver.

Matheus Barbosa

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Juventude Sem Sentido

Atualmente as pessoas, sobretudo os jovens, têm-se uma busca por algo que lhes dê sentido à vida. Muito se ouve a velha frase “faça valer a pena”, mas pouco é vivida. Digo isto pois vemos cada dia mais uma juventude menos empenhada em ser feliz. Os jovens hoje não têm buscado se empenhar a buscar algo que eles realmente acreditam. Algo que lhes dêem sentido à suas vidas. Que os façam suar a camisa para conseguir. Não se existem mais as idéias próprias, as opiniões, as críticas...
Mas, porque isso está acontecendo? Porque nossa juventude não tem mais uma meta a conquistar? Porque nossos jovens não se empenham mais em buscar a felicidade?
Estive pensando em algumas coisas e vou compartilhar.
Reparem bem, como tudo hoje se torna uma “modinha” sem sabor.
Hoje a grande mudança que um jovem faz na vida é trocar o corte de cabelo. A juventude não tem mais o rosto diversificado. Os jovens cada vez se dizem livres, incoerentemente são cada vez mais escravos das modinhas. Os jovens que cada vez se julgam ter opinião própria são os que mais estão subjugados ao que a mídia pensa, ou ao que o mais velho da turma pensa. Não se existe mais a liberdade de expressão. Pois, nunca vi algum jovem dizer em meio à sua turma que quer viver a castidade por opção própria e todos respeitarem. A liberdade de expressar algo que pensa vai até onde você pensa igual ao que os outros também pensam. E ai daquele que ousar pensar diferente da turminha, logo é desprezado. Que liberdade é esta?
Também, hoje existe uma ditadura não declarada que impede de algum jovem buscar aquilo que individualmente quer. Em outras palavras, o jovem é obrigado, mesmo sem existir lei para isto, a fazer certas coisas que talvez no seu íntimo ele não queira fazer.
Diante desta realidade que se encontra nossa juventude. Encontramos motivos para a juventude não buscar aquilo que dá sentido à vida. Pois, só se é feliz quando se é livre. Por isso que o uso de drogas é cada vez mais freqüente, pois na maioria dos casos a droga é uma maneira de se libertar, mesmo que por segundos, destas ditaduras impostas. Como um jovem vai buscar algum ideal se está preso aos ideais da sua rodinha de amigos?
Por isso que muitas vezes vejo a necessidade da juventude voltar-se para Deus. Pois é o único que nos mantêm livres para escolhermos o que quisermos. Somente Deus pode nos devolver nossa individualidade, nossa liberdade. Até hoje, desde que me encontrei com Deus, não me arrependo de nada que mudei em minha vida, pois a cada mudança me senti livre. E mais ainda, hoje vejo que minha vida tem um sentido, já não vivo mais em função de alguma modinha, mas vivo em função do Evangelho. Tenho a meta que está no alto, já não ando sem direção, no escuro e às apalpadelas, mas com o olhar firme naquilo que Deus me chama: O Céu.
E realmente, a cada dia, agora sim eu vejo que busco “Fazer valer a pena”, e não mais viver no “mais ou menos”.

Matheus Barbosa
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"Maria da Minha Infância"



“A Maria somente Deus confiou as chaves dos celeiros do divino amor, e o poder de entrar nas vias mais sublimes e mais secretas da perfeição, e de nesses caminhos fazer entrar os outros.” (São Luis Montfort)


Tentando arrumar algum tema para escrever, fui olhar a quantidade de postagens por temas, e me assustei. Vi que havia escrito apenas um artigo sobre Nossa Senhora. Justamente eu, que tenho um profundo amor por Maria. Resolvi então escrever sobre este amor.
Creio que tudo começou na minha infância, sempre tinha na ponta da língua a “Ave-Maria” e a música “Mãezinha do Céu”. Depois na missa da minha primeira comunhão, lembro-me que tivemos que ensaiar a música “Maria da Minha Infância”, do Pe. Zezinho. Até hoje sinto algo diferente em cantar essas duas músicas, que me remetem à uma pureza tanto da minha infância quanto à Maria. Aliás, vejo que estas duas coisas se combinam e muito: Criança e Nossa Senhora. Digo isto pois, sempre sabemos que, por maior que o filho seja, sempre a Mãe diz: “Meu menino”. Com Nossa Senhora creio que também é assim, ela sempre me tratou como uma criança, me tomando no colo nas minhas quedas.
O tempo passou, e aos quinze anos tive uma experiência mais profunda com o amor de Deus. Passei a viver para o Senhor e a buscar mais viver o que Ele quer para mim. Mas, a minha relação com a Mãe não havia mudado, aliás, por minha parte houve um esfriamento que me fazia até esquecer-se de Maria em minhas orações.
Minha caminhada foi tomando maturidade e isso foi mudando, o meu amor e minha admiração por Maria começou a crescer quando li um livro muito bom chamado “O Evangelho Secreto da Virgem Maria”, um livro que foi escrito como se fosse Nossa Senhora contando a história de seu filho Jesus. Chorei lendo. Dali para frente tudo mudou, minha oração passou a ter uma parte toda especial para ela. E eu mesmo vi a diferença que estava fazendo este amor na minha oração.
Neste ano de 2010, fui à primeira vez em Aparecida-SP, sinceramente não tinha tanta curiosidade em ir, mas fui. Quando chegamos, primeiramente fomos visitar outras áreas e depois de algum tempo entramos na Basílica. Ao pisar já senti um clima diferente, algo místico uma sensação de “Estou em casa”. Nos direcionamos para o lugar que fica a imagem encontrada no rio por pescadores. Havia um grande número de pessoas perto, todas olhando para cima, e eu de longe pensei que ela estava longe demais. Aos poucos fui me aproximando e até que parei em frente a imagem. Naquele momento de poucos segundos, me pareceu uma pausa. E muitas coisas me passaram na cabeça. Na minha mente passou os pescadores pescando a imagem, e depois milagres e mais milagres. E agora eu estava ali, pertinho daquela imagem, que não era Deus, nem Nossa Senhora, mas era uma figura pela qual Deus havia se manifestado e continuava a manifestar. Olhando aquela imagem vi que ela era pequena, e mais ainda eu era. Eu estava diante do sagrado. Daquilo que a “Maria da Minha Infância” havia escolhido para se manifestar, na simplicidade de uma imagem, na cor negra da pele. Mostrando ser Mãe de todos independentemente dos aspectos físicos. Olhei para mim mesmo, para minhas limitações tanto físicas quanto interiores e me senti amado, amado por um amor de Deus, manifestado no amor de Maria. Sobraram-me algumas lágrimas nos olhos, minha boba timidez impediu que eu chorasse no meio daquela multidão. Mas, a Mãe viu.
Enfim, não consigo expressar tudo que senti, mas me esforcei. O que posso dizer, são os frutos desta experiência. O fruto do amor por Maria, que na minha história vejo que nunca me abandonou e me amou. Hoje, já não consigo fazer nada sem Maria. E faço desta frase um motivo para minha vida: “Tudo por Jesus, nada sem Maria.”

Matheus Barbosa
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Saber Confiar

“É este o motivo por que estou sofrendo assim. Mas não me queixo, não. Sei em quem pus minha confiança, e estou certo de que é assaz poderoso para guardar meu depósito até aquele dia.” (2Tm 1, 12)

Esses dias me lembrei desta Palavra, e como muitas vezes, fiquei com ela martelando minha consciência. Principalmente a frase: “Sei em quem pus minha confiança” me tocou bastante. Sempre vejo que me queixo de muitas coisas. Às vezes algo acontece de errado, logo resmungo. Aliás, às vezes ainda nem aconteceu e já estou pelos cantos me sentindo mal por isso. Vejo que é por isso que o Senhor veio me lembrar esta Palavra.
São Paulo foi um homem incrível. Não somente pela sua garra em pregar o Evangelho, não somente pela sua busca de santidade, mas muito pelo que sofreu em Deus. Na segunda carta de Coríntios (11, 23-30) ele numera o que já havia passado para pregar o Evangelho. Também nos Atos dos Apóstolos (16, 16-34) narra-se a história de Paulo e Silas na prisão. Estas duas passagens me fascinam e me constrangem. Nas duas vejo o quanto este homem sofreu por amar a Cristo. E não há em nenhuma das 14 cartas atribuídas a ele, uma reclamaçãozinha. Pelo contrário, ele sempre diz: “Em tudo dai Graças” (1Tes 5,28).
Me questionei: “Mas porque? O que este homem tinha que ele nunca desanimava nas horas difíceis? Por que nunca reclamava na tribulação, nas injustiças?”. Ele mesmo me respondeu: “Sei em quem pus minha confiança.”
Me deparo com esta situação na nossa vida. Reclamamos porque não sabemos colocar a confiança em Deus. Queremos tudo sob o nosso controle, queremos sempre ser os donos da situação. Desejamos sempre que tudo saia conforme aquilo que queremos. E a vontade de Deus? Nunca procuramos saber, nem querer, nem aceitar.
Deus nunca quer nosso mal. Mas, muitas vezes permite alguns “chacoalhões” da vida para que aprendamos a confiar mais nEle. E nisto tudo vejo a sabedoria de Deus em permitir tal coisa. Imaginemos o quanto seríamos orgulhosos se tivéssemos tudo conforme a nossa própria vontade. Pensaríamos sempre: “Não preciso de Deus, eu me basto”.
Percebo que enquanto não olharmos os acontecimentos da nossa vida com um olhar confiante naquilo que Deus tem preparado, ficaremos sempre pelos cantos resmungando aquilo que aconteceu ou deixou de acontecer. Temos que em todas as situações dizer: “Eu sei em quem coloquei minha confiança, não desanimarei”.
Se hoje sua vida está certa para o fracasso, tanto a vida afetiva, profissional, financeira, coloque-se diante do Senhor e entregue até aquele pouco que lhe restou. Curve-se diante de Deus, humildemente tente aceitar a vontade dEle e confiar.Pois um coração confiante nunca se decepciona com Deus. Mesmo que nessa vida sofra, terá a Eternidade para ser feliz.
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