Mudar e Melhorar

Sabe, minha vida está tomando um novo rumo nestes últimos tempos. E o que mais percebo é a ação de Deus em tudo. Creio que toda mudança, por mais dolorida que seja, é boa. A mudança nos abre horizontes a serem explorados e caminhos a serem descobertos. Mas, em toda mudança, sabemos que não podemos levar tudo conosco. Lembro-me ainda quando pela primeira vez me mudei de casa. Eu muito eufórico com a casa nova, mas ao mesmo tempo desanimado por deixar a casa antiga. Ao mesmo tempo alegre pelo quintal tão grande, e triste, pois era mais legal explorar aquele terreno com os amigos da antiga rua. Essa foi umas das minhas primeiras “grandes mudanças”.

Percebi logo que, para mudar, sempre é necessário deixar algo e ir atrás de outro que o te faz melhor, por mais que a situação inicial não seja tão ruim. Falando em ir atrás de algo melhor, lembro-me deste desejo inscrito no coração do homem. Creio que Deus colocou este desejo no íntimo humano para que ele sempre buscasse algo maior. Bem, acho que isto se chama “buscar o infinito”, que se resume em “buscar a Deus”. Por mais que o homem muitas vezes erre o alvo, sempre esse desejo de mudança move o homem. Creio que o homem, interiormente, é um nômade, que caminha por sua própria história para buscar aquilo que traz saciedade para o coração. Essa inquietude nos impulsiona à um olhar sempre naquilo que está distante e novo, pois não se contenta o homem com o que está próximo e antigo.

Vejo o quanto há de pessoas que muitas vezes abafam esta vontade interior. São pessoas que sufocam o impulso de Deus. E acabam caindo em todo e qualquer tipo de mal, como desanimo, depressão e até a morte.

Em tudo consigo enxergar o que Deus quer dizer com essa nossa busca por mudança. Assim como diz numa bela música; “Nascemos do infinito, e não fomos preenchidos, quando voltarmos pra casa, encontraremos um lugar...”

O nosso coração inquieto pelo melhor, encontrará o Maior Bem. Um dia o nosso coração eufórico, repousará em Deus. Enquanto não chegamos a isto, continuamos a viver nesta Santa busca.

Matheus Barbosa
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Simplicidade e Martírio

Ontem, 30 de novembro, foi o dia de santo André. Este que foi o primeiro apóstolo. O apóstolo que disse a seu irmão, Simão, que havia encontrado o Cristo. Simão que depois seria chamado Pedro, da qual Jesus edificaria Sua Igreja, a Igreja Católica. Santo André também foi o apóstolo que conseguiu os cinco pães e dois peixes na ocasião do milagre da multiplicação. Santo André, logo após receber o Espírito Santo em Pentecostes, saiu para pregar o Evangelho na região da Grécia. Seu amor por Jesus, seu empenho na pregação do Evangelho, fez com que fosse perseguido e assassinado. Sofreu o martírio de uma forma muito cruel. Conta a tradição que Santo André seria crucificado como Jesus mas, não se achando digno de ser morto como seu Mestre, pediu que o crucificassem de outra forma. Atendendo ao seu pedido, o crucificaram na cruz em forma de X. Conta-se também que Santo André não foi pregado à cruz e sim amarrado, o que prolongou o seu sofrimento.
A linda história de santo André me dá a oportunidade de falar de um tema que por estes dias estava querendo falar aqui, mas não tinha um “pontapé inicial”. Esse tema é o Martírio. O martírio que é muito mais que a morte, é a entrega. Santo André foi um dos primeiros mártires da história da Igreja. O seu sangue derramado foi para a Igreja, como água derramada ao pé da árvore, que serviu de sustento. Se hoje vemos as flores e os frutos da nossa Igreja, temos que saber que esta Árvore foi regada pelo sangue dos mártires que não tiveram medo de dar suas vidas por Amor a Deus e à Igreja.
Mas, nestas minhas reflexões, vejo que não se vêem mais os mártires. Quase não se ouve falar de pessoas que morreram por causa da Igreja. Ou que são perseguidas por seguirem Jesus. Porque será?
Estes dias eu estava numa festa e assim, meio que do nada, me veio um pensamento: “Estão se acabando os mártires porque as pessoas estão perdendo a coragem de renunciar às pequenas coisas quanto mais à própria vida”
Fiquei inquieto com esse pensamento todos esses dias que passaram. Refletindo mais um pouco lembrei-me de Santa Teresinha do Menino Jesus que queria ser santa nas coisas simples, nos pequenos gestos, nas humildes renúncias. Assim chegou à santidade e contempla a face do Senhor.
Devemos ter a coragem de Santa Teresinha para renunciar àquilo que é pequeno para conseguirmos renunciar à própria vida como Santo André. Quem não renúncia o mínimo tampouco renunciará o máximo. Talvez essa pequena renúncia seja um perdão, algum jejum, um bom dia... Não sei, você sabe! O que interessa é fazer o “pequeno” para chegar ao “grande”.
Somente é cheio do Espírito Santo aquele que é vazio de si. E somente é possível a santidade àquele que é cheio do Espírito. Logo, ser santo é ser somente de Deus.

Matheus Barbosa
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É Proibido Parar!

Certa vez ouvi de um padre que no caminho de Jesus existe a placa de sinalização “Proibido parar e estacionar”. Achei engraçado e bem objetivo o que ele quis dizer. Em poucas palavras ele conseguiu expressar como devemos caminhar com Deus: Sem parar. Entendi com isso que não podemos deixar o tempo passar e ficarmos os mesmos, devemos sempre deixar Deus continuar o processo de construção que faz em nós. E isso se faz caminhando. O caminho se faz caminhando.
Mas, sabe que reparei que nem sempre percebemos com clareza que estamos “parando” na vida? É sério!
Vi que, aos poucos, vamos diminuindo a velocidade. E nem percebemos, aliás, podemos até perceber, mas só quando estamos quase parando.
Olho para minha própria vida quando falo isto.
A gente vai largando as coisas de Deus aos poucos. É talvez uma noite sem rezar... Depois você já não preocupa em soltar aquela mentirinha... Depois fala aquela piadinha maldosa... E assim vai indo, até se encontrar na lama.
O inimigo é astuto, ele sabe nos enganar. Ele faz como a historinha do sapo na panela. Certa vez um homem jogou o sapo na panela de água quente. Imediatamente o sapo, desesperado, pulou até sair da panela. O homem então mudou o método. Jogou o sapo enquanto a água estava fria, logo em seguida acendeu o fogo. A água foi esquentando, foi ficando morna... O sapo foi se deliciando na água quentinha...quentinha... Até que esquentou demais e não deu nem tempo do sapo sair, pois já havia sido cozido.
Assim o inimigo faz conosco. Vai nos acomodando aos poucos.
Mas, então, como evitar isto?
Hoje tive pensando sobre o assunto, vi uma saída.
Vi que para não estacionarmos na vida temos que sempre nos questionar. Sempre perguntar o que estamos fazendo da nossa experiência com Deus. Temos que nos acusar. Repensar sempre o que podemos fazer de melhor.
Quem se questiona se santifica, pois quem se questiona sempre busca melhorar. É necessário sempre sinceridade com nós mesmos. Humildade não pode faltar para reconhecer nossas deficiências. Oração é fundamental também para sabermos do Senhor o que devemos mudar.
Enquanto não nos questionarmos pensaremos que tudo está bom. Tudo está como sempre foi. E não é bem assim, temos que sempre buscar o melhor.
Acordar com a intenção de fazer melhor que ontem. E dormir com a consciência de que amanhã pode ser melhor. Se assim não for, não dá pra ser cristão. Se um dia você pensar que já está bom, saiba que esse pensamento é sinal de que ainda falta muito.
Eis a proposta de hoje: Questione-se. Não tenha medo de às vezes ter que tomar um novo rumo, de às vezes diminuir a bagagem ou ter até que fazer um retorno. O que não pode é parar. Não esquecendo sempre que o combustível desta caminhada é a oração, pois quem não se prostra diante de Deus, se prostra na vida.

Matheus Barbosa
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Primeiro a Santa Missa!

Esses dias escrevi para o blog do Grupo Jusa, o grupo de oração que participo, resolvi compartilhar com os leitores do Nova Obra. Bem, vamos lá.
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Deixar a Santa Missa em primeiro lugar é, assim como dizemos na liturgia eucarística, “Nosso dever e Salvação”.

Mas porque “Dever e Salvação”?

Muitas vezes, por desinteresse ou falta de instrução, não entendemos o que é a Santa Missa e deixamos de vivê-la como se deveria viver. Muitos são os que vão à Missa por não ter o que fazer em casa, pra ver o pessoal conhecido, pra desfilar com a roupa nova...
Para estas pessoas eu apenas digo: “Não sabem o que estão perdendo...”
Estão perdendo porque não vivem em plenitude o que o Senhor nos oferece na Santa Missa, o Seu Corpo e o Seu Sangue. Pois a Santa Missa é justamente o sacrifício do Senhor Jesus.
O Sacrifício de Jesus na Cruz, há 2 mil anos atrás, lá em Jerusalém, no Calvário, foi um fato que não coube no tempo, este acontecimento se eternizou na história e por isso em toda Missa se atualiza a paixão do Senhor. É como se voltássemos no tempo e vivêssemos novamente o Calvário. A única diferença é que Jesus não sofre na carne novamente, mas mesmo assim, dá Seu Corpo e Seu Sangue, no Sacramento da Comunhão.
No momento da consagração, onde o sacerdote, na pessoa do próprio Jesus, diz: “Este é Meu Corpo... Este é Meu Sangue”, Jesus se faz presente. Como? Mistério da Fé. Aquele pequeno pedaço de pão se torna verdadeiramente Corpo. E a pequena porção de vinho se torna Sangue.

Então, Jesus lhes respondeu: 
'Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue tem a vida. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue é verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele." (João 6, 53-56)

Aqui Jesus nos responde por que é “Nosso Dever e Salvação” deixar a Missa em primeiro lugar como prática de nossa vida.
Dever, pois Ele nos pede como mandamento ir à Missa no Domingo. Mas, também Salvação, pois pela Missa, ouvimos a Palavra de Deus e assistimos o Sacrifício do Senhor e assim permanecemos nEle, comendo seu Corpo, bebendo Seu Sangue que se faz nas espécies do pão e do vinho.
Não há como querer ser feliz sem tomar do Corpo e Sangue do Senhor. Não há por que buscar pequenas felicidades em outras coisas, se Jesus já nos dá o “Pedaço do Céu”, a Eucaristia.
Vá à Missa sempre que puder. Não garanto uma vida sem problemas, mas garanto que sofrer com o Corpo do Senhor em nós nos dá um novo sentido pra viver.

Matheus Barbosa

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