Preconceito da Igreja ou Seu?

Hoje estava falando de Igreja com um amigo, estava tudo bem até quando ele disse algo que me deixou perplexo. Disse que não gostava da Igreja, “pois ela era preconceituosa, principalmente com os homossexuais”. Fiquei me perguntando como ele poderia falar aquilo e quando obtive a resposta na minha consciência lhe falei: “Você que é um preconceituoso, que sequer conhece o que a Igreja prega e já quer fazer algum pré-julgamento”.
Logo iniciamos um debate.
Ele começou a argumentar que “a Igreja não aceita o homossexual, a Igreja não quer a felicidade do outro só por causa da sua escolha sexual, a Igreja é preconceituosa”. Enfim, apenas julgou a Igreja sem conhecê-la. De início ouvi tudo com muita serenidade, como sempre faço em debates. E quando ele terminou sua argumentação comecei a minha.
Primeiramente expliquei-lhe a diferença entre PECADO e PECADOR. A Igreja, assim como Deus, abomina o pecado, mas ama o pecador. Até mesmo por que Jesus veio para salvar os pecadores. Portanto a Igreja acolhe o homossexual, assim como acolhe o mentiroso, o pedófilo, a prostituta, os corruptos, você, eu... Mas, ela não aceita o homossexualismo, a mentira, a pedofilia, a prostituição, a corrupção. A Igreja não pode rejeitar os pecadores, por que senão ela fugiria da sua missão de salvar almas, sem contar que, sem os pecadores, ela não existiria, pois todos os que formam a Igreja são pecadores. Por isso, o homossexual é convidado a participar da Igreja e a viver na luta contra o homossexualismo. Assim como o mentiroso é convidado a participar e a viver na luta contra a mentira. Ou seja, a Igreja convida os pecadores a vencer o pecado.
Um dia, por curiosidade, resolvi procurar no catecismo o que falava sobre o homossexualismo, achei tão delicada a maneira que fala sobre o assunto que quero lhes mostrar alguns trechos:

“Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.
As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.” (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafos de 2357 a 2359, grifos meus)

Que belo isto!
A Igreja reconhece que existem pessoas que nascem com tendências homossexuais por isso devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Ao final do parágrafo vemos que um homossexual pode e deve se tornar santo, procurando sempre viver a castidade, o auto domínio e buscando os sacramentos. E eu conheço muitas pessoas que têm tendências homossexuais mas que não praticam o pecado da homossexualidade por serem cristãos fervorosos.

Agora lhes pergunto: “Onde está o preconceito na Igreja?”

Eu apenas vejo a Mãe Igreja, inspirada pelo seu Criador, preocupada com seus filhos. Para que não caiam no pecado e morram para sempre.

Como foi bom partilhar isto com vocês! Achei importante postar isto no blog, creio que é muito construtivo esse assunto tão comentado no mundo de hoje.

Matheus Barbosa

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